Um dos problemas mais críticos que as empresas e os profissionais de Gestão das Pessoas enfrentam atualmente é aquilo que se designa por “Atração e retenção de talentos”.
A subsidiária da Mercedes dedicada a soluções tecnológicas para marketing e vendas quer atrair profissionais tecnológicos que estejam fora do mercado há pelo menos dois anos. A readaptação de competências será uma das apostas.
A escassez de talento e a sua grande competição global em especial na indústria das tecnologias de informação, apesar de serem um dado adquirido, a verdade é que algumas organizações têm ganho o interesse crescente deste talento. Quem são e porque (provavelmente) atraem mais talento face a grandes empresas?
A Dashlane lançou um projeto de realocação de talento em Portugal. Criou uma bolsa monetária e está a recrutar.
A fintech Fidel API levantou 65 milhões de euros e procura talento português, nas áreas de engenharia, produto e design, para o hub local.
Horário flexível, trabalho à distância, seguros de saúde, benefícios sociais para a educação dos filhos, espaços de lazer dentro das empresas, entre outros benefícios, são exemplos de retribuições não financeiras que não aparecem na folha de vencimento, mas que ajudam a reter talento.
Num contexto destes em que vivemos atualmente, em pleno clima de guerra, precedido de uma pandemia e com sinais cada vez mais evidentes de uma crise económica e humanitária a uma escala global, não faria sentido de falar de outra coisa senão de Pessoas.
A plataforma de partilha de talento Circular.io conseguiu um financiamento de 10 milhões de dólares (cerca de 9 milhões de euros). A portuguesa Shilling foi um dos investidores.
Nos últimos anos, equipas de recursos humanos à escala global relatam desafios como nunca antes, não apenas no âmbito dos processos de captação de talento, mas também da sua posterior retenção.
O grupo Siemens Portugal já atingiu a fasquia dos três mil colaboradores, mas quer continuar a atrair talento.
A Adecco fez um levantamento dos perfis mais procurados e mais bem pagos em Portugal. São perfis estratégicos nos setores de Engineering, Finance, Banking & HR, Sales & Marketing, Lifescience e IT, e cujos salários vão desde os 18 mil euros por ano.
"O setor do digital e das tecnologias da informação é, em Portugal como no contexto internacional, um dos setores mais atrativos, mas ao mesmo tempo o que revela uma enorme escassez de talento especializado, perante a notória competitividade global", afirmou Fernando Rodrigues, Managing Director na Axians Portugal, no mês em que a tecnológica celebra o seu 5º aniversário.

















