Durante a maior parte da minha carreira como empreendedora, nunca esperei sentir-me pronta. Se tivesse esperado, não teria criado empresas. Não teria entrado em territórios novos. Não teria tomado decisões relevantes com informação incompleta.
Janeiro é o mês das decisões reavaliadas em silêncio. O entusiasmo do “novo começo” começa a dissipar-se e sobra aquilo que realmente importa: a capacidade de sustentar o que foi decidido quando a excitação passa e a realidade se impõe.
Durante décadas, a liderança corporativa foi muitas vezes romantizada como a figura no topo, aquele ou aquela que detém as respostas, toma as decisões e controla as rédeas de uma organização.
Uma das armadilhas mais perigosas para quem lidera é também uma das mais invisíveis: o ego. Não falo daquele ego saudável que nos dá confiança e energia para liderar, mas sim do ego cheio, alimentado pelo poder, pelos aplausos e, muitas vezes, pela solidão no topo.
Ninguém me contou isto no início da minha jornada profissional: liderar consome. Se não aprendermos a gerir a nossa energia, o corpo e a mente acabarão por cobrar o preço. E um preço bem caro!
Vivemos numa era empresarial onde a expressão "data-driven" é quase um mantra. Decisões estratégicas baseadas em dados, análises preditivas e inteligência artificial são o pilar da liderança moderna.
“Hoje, acredito que a criatividade não é um luxo. É uma necessidade urgente. Não estamos a falar de pintar quadros numa tarde de team building. Estamos a falar de trazer sensibilidade para o centro das decisões. De permitir que as organizações respirem. De recuperar o prazer de liderar com alma!”
Depois de mais de 30 anos de carreira no mundo corporativo, a liderar empresas de tecnologia e a empreender do zero, dei por mim com uma inquietação que já não podia ignorar e não queria ignorar.
A mudança de carreira é uma jornada que exige coragem, autoconhecimento e uma boa dose de liderança pessoal. Num mundo onde as trajetórias profissionais se tornam cada vez mais fluidas e dinâmicas, muitos de nós deparamo-nos com a necessidade de reinventar as nossas escolhas profissionais, e é nesse processo que a liderança pessoal assume um papel fundamental.
Começo com uma reflexão própria, pois as afirmações têm um poder revelador, promovendo introspecção e autodescoberta. "A arte da reinvenção não está em apagar o passado, mas em utilizá-lo como alicerce para construir algo ainda mais grandioso".
Superação. Uma palavra que carrega em si uma força extraordinária, mas também uma profundidade que muitas vezes escapa à superfície. O que significa, afinal, superar?
Imagine isto: o seu melhor colaborador não é humano. É um algoritmo que gera insights, cria estratégias e descobre oportunidades em segundos. Está preparado para liderar nesta nova realidade?
