Durante décadas, empresas, investidores e decisores públicos habituaram-se a interpretar a economia através da lógica dos ciclos. Expansão, desaceleração, recessão e recuperação sucediam-se com relativa previsibilidade, permitindo estruturar investimento, calibrar risco e antecipar tendências.
Investimentos
A rápida ascensão da inteligência artificial reacendeu o debate sobre uma possível bolha especulativa. Embora haja sinais claros de exuberância — valuations elevados, crescimento de receita sem precedentes e investimentos massivos em infraestrutura —, não acreditamos que o cenário atual represente uma bolha sistémica de IA comparável à era pontocom.
Há momentos na história económica em que a realidade resiste ao entusiasmo, obrigando a uma leitura mais fria dos factos. A inteligência artificial é, hoje, um desses momentos.
"Não queremos um lugar na gestão nem impor estratégias. Chegamos com capital, com uma rede global presente em mais de 50 países e com a convicção de que as empresas crescem melhor quando os fundadores e gestores têm espaço para liderar". A explicação é de Fernando Fraga que recentemente assumiu o cargo de Country Manager da JTA Investment Holding.
No meu artigo de opinião anterior, escrevi sobre os momentos que ocorrem após cada cheia: quando as águas recuam. E tal como vivi durante essas duas semanas em Alcácer do Sal, não é um momento isolado, mas sim uma série de momentos que misturam preocupação, frustração, perda e trauma com esperança, entusiasmo e espírito.
Muitas empresas familiares não precisam de mais estrutura; precisam da estrutura certa para decidir melhor - antes que a pressão as obrigue.
Sejamos honestos: a menos que sejas uma das raras start-ups que consegue captar a atenção do capital de risco logo na fase seed, a maioria terá de apresentar o projeto diretamente a business angels individuais ou a redes de business angels e apresentar o seu caso pessoalmente.
O Spe Futuri, Investidores rumou a Cabo Verde e falou com Eugénio Moeda, presidente do Conselho de Administração da PRÓ-CAPITAL, e Simone Duarte, cofundadora da Fresk d’Gustinh, sobre o mercado de capital de risco e como é ser empreendedor em Cabo Verde.
Sabemos que ainda subsistem desafios à diversidade de género no ecossistema tecnológico muito devido ao viés (bias) relacionado com o empreendedorismo feminino, ligado à persistência de estereótipos de género quando se procuram, avaliam e se tomam decisões de investimento.
Márcia Pereira, CEO da Bandora, e António Mello Campello, cofundador e sócio da BlueCrow, são os convidados do Spe Futuri, Investidores, onde falam sobre os respetivos percursos, da relação que os liga e do mercado nacional e internacional.
Nos últimos dias, tenho vivido e trabalhado em Alcácer do Sal, Portugal, onde tempestades repetidas causaram inundações severas ao longo da zona ribeirinha, danificando casas, restaurantes, pequenas lojas e negócios de hotelaria que constituem a espinha dorsal económica da vila.
Reduzir a dependência do líder protege a cultura, acelera decisões e prepara a transição. O telefonema foi curto. “Preciso de férias. Mas se eu me ausento uma semana, isto pára”.










