Um dos instintos mais valiosos que um líder empresarial ou investidor pode desenvolver é a capacidade de reconhecer uma arquitetura subjacente que já viu antes, mesmo quando todos os elementos à superfície mudaram.
Investimentos
Quando alguém está insatisfeito com uma organização, pode sair ou tentar mudar as coisas por dentro. Albert Hirschman explorou esta escolha em Exit, Voice, and Loyalty, publicado em 1970. A ideia ajuda a olhar de outra forma para a gestão do talento: antes de perder uma pessoa, uma empresa pode perder a sua vontade de contribuir.
Uma boa empresa pode perder valor quando ninguém consegue explicar claramente como funciona.
Thomas Mann precisou de centenas de páginas para narrar, em Os Buddenbrook, a lenta decomposição de uma dinastia mercantil. A sabedoria popular portuguesa resolveu o mesmo problema em seis palavras: “pai rico, filho nobre, neto pobre”. Ambas as narrativas possuem uma elegância fatalista. E ambas são, talvez, convenientes em excesso.
Há alguns meses, sentei-me no meu café favorito em Alcácer do Sal a lutar com uma garrafa de água, cuja tampa se recusava a sair. Eu não a tinha partido, mas sabia por experiência própria que foi desenhada assim.
Nos últimos meses, o debate sobre a possibilidade de estarmos em uma bolha de inteligência artificial intensificou-se. Embora circulem muitos equívocos e interpretações distorcidas de dados, há argumentos sólidos e convincentes em ambos os lados.
Antes de vender, o fundador deve avaliar não só a proposta, mas o futuro que cada comprador traz consigo
Há uma forma simples de fazer um grande programa de investimento parecer bem-sucedido: gastá-lo todo. Milhões contratados, projetos aprovados, empresas apoiadas, equipamentos adquiridos.
"Não investimos porque uma fundadora é mulher. Investimos quando encontramos equipas extraordinárias, modelos de negócio robustos e potencial de crescimento sustentável", asseguram Sílvia Mota e Ana Sá Ribeiro, fundadoras do Moon Capital. Avançam que 80% do capital será alocado a empresas em fase de growth e 20% a investimentos venture capital altamente seletivos.
Costuma dizer-se que existem três espécies de mentiras: as mentiras, as mentiras sagradas e as estatísticas. A frase atravessou gerações não porque as estatísticas mintam, mas porque existe uma tentação antiga, e profundamente humana, de lhes atribuir uma autoridade que nunca podem ter por inteiro.
Toda a gente fala de Inteligência Artificial. Nas conferências, nos jornais, na televisão, nas conversas de corredor. A maioria dos gestores já percebeu que se trata de algo importante, talvez do mais importante das últimas décadas. O problema é o que vem a seguir.
Há uma pergunta que se impõe com crescente frequência quando se observa a evolução do tecido empresarial: durante quanto tempo pode uma organização continuar competitiva quando a sua dimensão já não acompanha a sofisticação, a velocidade e a intensidade de capital exigidas pelo mercado?







