Portugal gosta de se ver como um país institucionalmente estável, europeu, previsível. Mas por baixo dessa superfície existe um padrão persistente: decisões públicas estruturais que demoram décadas, soluções que chegam tarde, caras ou tecnicamente amputadas, e um Estado que, mesmo quando quer mandar, parece pedir licença.
Portugal tem-se habituado a confundir transformação com digitalização e é precisamente essa confusão que explica o marasmo em que ainda se encontra boa parte da Administração Pública.
Satisfazer uma necessidade é o ponto de partida de toda a economia, mas também o reflexo das condições sociais de um povo. O que distingue necessidade de procura é o que cada um, segundo a sua capacidade financeira pode, de facto, transformar em ato de consumo.
A discussão em torno do anteprojeto de revisão do Código do Trabalho tem gerado reações imediatas e, por vezes, desproporcionadas. Surgem afirmações dramáticas, declarações inflamadas e slogans fáceis, sempre com o mesmo tom alarmista: "é um retrocesso nos direitos dos trabalhadores".
A Geração Z está cada vez mais presente no mercado de trabalho. Segundo dados da Eurofirms, mais de 1/4 dos candidatos têm menos de 25 anos.
Nos últimos seis meses, dois episódios vieram a público sobre a (in)capacidade do nosso Estado inovar. Nos seus processos e, essencialmente, nos resultados – os bens e serviços públicos que apresenta, como é sua obrigação, à sociedade portuguesa.
Portugal conta já com perto de 5.000 start-ups, que representam um volume de negócios combinado de 2.602 milhões de euros e 1,4% do total das exportações nacionais em 2023.
A emergência Covid deu pretexto a quase todos os Governos para estender os tentáculos do Estado a novas zonas de intervenção tradicionalmente na esfera privada.
Desde 2000 que Portugal, apesar da chuva de dinheiros das privatizações e de fundos comunitários, navega num pântano, cada vez mais fedorento, de não crescimento, de degradação da nossa posição relativa nos índices de competitividade e de degenerescência das instituições do Estado.
Já lá vão muitos anos desde que Barack Obama ganhou as eleições presidenciais nos Estados Unidos. Fê-lo sob a bandeira da Esperança invocada num poster de campanha genial em que, sobre a palavra Hope, se via a cara do jovem candidato.
A Comissão Europeia propôs um regulamento que limita a um máximo de 30 dias os pagamentos às empresas, tornando assim mais assertiva a diretiva sobre esta matéria atualmente em vigor.
Não advogo que o Estado se substitua aos privados na economia, longe disso. O Estado já foi dono de cervejeiras, por exemplo. Vendeu-as e, nesse mercado, o país e as pessoas beneficiaram da privatização.














