Início Artigos de David Pereira de Castro
David Pereira de Castro

David Pereira de Castro

David Pereira de Castro é investigador na Copenhagen Business School, sócio-fundador da consultora Phibon e presidente do Conselho de Administração da SPOT Nordic. O seu trabalho centra-se em economia política internacional, governação corporativa, finanças sustentáveis e ecossistemas de inovação, com particular enfoque na forma como as empresas multinacionais se estruturam e organizam juridicamente, bem como no papel da diplomacia científica na transformação das economias europeias. Paralelamente à sua investigação académica sobre greenwashing, transparência financeira e estratégias de controlo em empresas multinacionais, tem estado envolvido em projetos de avaliação estratégica de tecnologias de defesa baseadas em IA, desenvolvimento de ecossistemas de inovação à escala europeia e mapeamentos globais de inteligência artificial e robótica aplicadas ao turismo e ao desenvolvimento regional. Trabalhou anteriormente com a administração pública e em consultoria estratégica, incluindo no Ministério da Economia, onde contribuiu para iniciativas de transformação digital e implementação de políticas públicas. Na Copenhagen Business School, leciona Economia Política Comparada, Economia Política Internacional Aplicada e Governação da Transição Verde, e orienta teses de licenciatura e de mestrado nas áreas de finanças sustentáveis, regulação e estratégias corporativas de empresas multinacionais. No âmbito das suas funções como presidente da SPOT Nordic e enquanto Jovem Conselheiro da Diáspora Portuguesa no Mundo, adquiriu experiência sólida em diplomacia científica, promovendo a articulação entre a academia, as empresas e os decisores públicos no contexto internacional. Participa regularmente no debate público sobre política económica, inovação e transição verde, com publicações em meios como a Review of International Political Economy, a Bloomberg, o Politiken e o Observador.

O Estado não interfere na economia, desenha os mercados

Porque regulação e política pública são instrumentos económicos, quer se admita ou não. Retomando a lógica desta série, depois de percorridas a centralidade das grandes empresas, a fragilidade do mercado de capitais e a arquitetura do poder económico, chega a hora de tratar o interlocutor mais mal compreendido do debate económico português, o Estado.

Onde está o poder económico, vis-à-vis, empresarial?

O que a estrutura legal das multinacionais nos diz sobre controlo, capital e decisão. Seguindo a lógica encadeada dos dois últimos artigos, em que abordei a centralidade das grandes empresas e a fragilidade do mercado de capitais, partilho agora algumas reflexões sobre uma camada raramente discutida, mas decisiva: onde reside, de facto, o poder económico numa economia aberta, e o que Portugal precisa de fazer para o ter mais consigo.

Sem mercado de capitais, não há escala

Um bloqueio estrutural e crónico ao crescimento das empresas portuguesas. Trago para o debate o capital das empresas e, em particular, o papel do mercado de capitais.

Crescimento económico sem grandes empresas

Porque a escala empresarial continua a ser o grande tabu do debate económico nacional. Este é o primeiro de cinco artigos que serão publicados ao longo deste ano, com cadência regular e encadeamento lógico assumido. A proposta é deliberada. Contribuir para o debate sobre o crescimento económico português de forma estruturada, comparativa e sequencial, a partir de uma lente pouco utilizada.