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José Crespo de Carvalho

José Crespo de Carvalho

Licenciado em Engenharia (Instituto Superior Técnico), MBA e PhD em Gestão (ISCTE-IUL), José Crespo de Carvalho tem formação em gestão, complementar, no INSEAD (França), no MIT (USA), na Stanford University (USA), na Cranfield University (UK), na RSM (HOL), na AIF (HOL) e no IE (SP). É professor catedrático do ISCTE-IUL, presidente da Comissão Executiva do ISCTE Executive Education e administrador da NEXPONOR. Foi diretor e administrador da formação de executivos da Nova SBE e professor catedrático da Nova SBE (Operations Management). Também foi administrador da Caixa Geral de Depósitos onde presidiu à Comissão de Risco (2013-2016), bem como administrador de várias empresas nacionais e multinacionais. Trabalhou extensamente como consultor para várias empresas nacionais e internacionais e tem vários livros e papers publicados e vários seminários/conferências realizados.

Liderar sem saber IA é hoje uma forma de incompetência

O 2026 Global Leadership Study, da Harvard Business Impact, tem um mérito: tira a liderança do território confortável das boas intenções e coloca-a no território dos números. Foram ouvidos 1.139 líderes seniores, em mais de 15 países; 49% trabalham em organizações com receitas superiores a 10 mil milhões de dólares e 46% em empresas com mais de 20 mil colaboradores. Não estamos a falar de teoria. Estamos a falar de terreno.

A IA vai matar líderes, desmascarando-os!

Steve Jobs percebeu, há anos, algo que muitos gestores ainda não perceberam e não querem perceber: contratar pessoas inteligentes para depois lhes dizer exatamente o que fazer é um desperdício monumental.

Ligamos a IA. Desligamos o homem? E a liderança?

Leão XIV publicou a Magnifica Humanitas para lançar uma pergunta central: conseguiremos continuar humanos na era da inteligência artificial? Eu acrescentaria outra. Conseguiremos continuar líderes e a moldar lideranças?

Kabu Verdi: Lideransa di Nha Genti

Há equipas que ganham jogos. Há equipas que ganham respeito. Cabo Verde não ganhou e, no entanto, apurou-se na fase de grupos. E conseguiu muito mais que respeito: saiu do mundial 2026 como o exemplo de liderança.

Uma geração sem líderes?

Há uma pergunta incómoda a aparecer nas universidades, nas empresas, nas organizações e no Estado. Não é apenas saber se as novas gerações querem trabalhar. Essa é a formulação fácil. Talvez até injusta. E parece-me que cada vez mais óbvia, simplificando, na resposta.

Porque matámos os nossos heróis?

Deixámos de ter heróis. Ou, pior ainda, deixámos de os apresentar como tal. As novas gerações crescem rodeadas de estímulos, ecrãs, personagens, influenciadores, ruído e consumo, mas com poucos modelos sólidos de identificação.

Na instabilidade, a consistência lidera!

Consistência é a capacidade de manter direção, critério, comportamento e qualidade ao longo do tempo, mesmo quando tudo muda. E se tudo muda mesmo.

Catástrofes: sem liderança única, o caos!

Portugal tem vivido, de forma quase contínua, sob o impacto de cheias e ventos fortes associados à passagem sucessiva de frentes de baixas pressões com nomes sofisticados: Francis, Goretti, Harry, Ingrid, Joseph, Kristin, Leonardo e Marta.

Quando o silêncio é teu

Há um momento em que o barulho das reuniões, das ideias, das urgências e das opiniões se cala. E ficas tu, diante das tuas próprias decisões. É o instante em que percebes que, por mais que partilhes, delegues ou oiças, há sempre uma parte da liderança que ninguém pode viver por ti.