Num mundo digital e global, a empatia deixou de ser um traço emocional para se tornar uma vantagem estratégica. Ser sensível é ver mais longe, é perceber o que os dados não mostram.
Empatia, comunicação e reconhecimento são as qualidades que definem os líderes mais valorizados, segundo o estudo da Claire Joster People First.
Filipa Lemos Cristina, cofundadora da PowerUP, acredita que a empatia é uma competência estratégica capaz de transformar culturas, equipas e resultados. Foi essa convicção que a levou a criar o whitepaper "Liderança Empática", em colaboração com líderes da L’Oréal, Microsoft e do Doutor Finanças. O documento desafia a ideia de que a empatia é uma “soft skill” e mostra o seu impacto direto no desempenho organizacional.
"Os jovens querem ser influenciadores, mas não sabem que tipo de influência querem ter. Dizem `quero ser famoso, ter muitos seguidores´, mas não têm mensagem nenhuma. Isso é perigoso. É o vazio. A influência verdadeira começa na empatia e no impacto real nas pessoas à sua volta", afirma o escritor britânico Nicholas Boothman que viveu em Lisboa, cantou no hotel Solimar e escreveu o seu primeiro livro em Cascais.
Pouco conheço da Taylor Swift, mas não preciso de conhecer em detalhe ou gostar das músicas para admirar aquilo que ela já conseguiu e acima de tudo a forma como conseguiu. No rescaldo dos concertos em Lisboa, há muito que podemos aprender com este fenómeno para nossa vida empresarial, profissional e pessoal.
Qual é a principal competência emocional que um líder deve ter? Esta pergunta tem-me sido colocada inúmeras vezes, em aulas e workshops que tenho entregado sobre o tema da Inteligência Emocional.
O próximo ciclo económico será muito desafiador para as lideranças. A volatilidade e a incerteza já são uma realidade. Liderar nestes contextos exige tomar todas as ações defensivas corretas e, ao mesmo tempo, tirar partido da volatilidade e incerteza e utilizá-las como catalisadores para galvanizar ações em torno de novas oportunidades de crescimento futuro da organização e das suas pessoas.
O mundo das empresas tem hoje uma atenção especial a tudo o que se relaciona com as relações humanas e que valorizam o indivíduo acima de tudo. É efetivamente uma evolução enorme e vemos cada vez mais empresas preocupadas em dotar as suas equipas de competências pessoais. No entanto, assistimos a um desequilíbrio no que toca à exigência de determinadas competências dentro do mesmo grupo.
Larry Fink é chairman e CEO da Blackrock, empresa líder global em gestão de ativos e que detém $8.7 triliões de ativos sobre gestão, o equivalente a cerca de 40 vezes o PIB português. Na sua mais recente carta anual dirigida aos CEOs, publicada a 14 de Janeiro, a sua tónica foi mais uma vez para temas como propósito / purpose (palavra repetida 5 vezes) ou clima (palavra repetida 27 vezes).
As teorias da liderança têm vindo a valorizar a força e a racionalidade calma do líder no momento em que tem de tomar decisões difíceis e de enfrentar crises avassaladoras. Um modelo em que não entram as emoções!
A primeira vez que ouvi falar da necessidade de conjugar “Empatia” com “Economia” foi pela voz da CEO Global da Mercer, Martine Ferland. Hoje, mais do que nunca, os líderes vão ser chamados a combinar “Empatia” com “Economia”.
Empatia. Uma das melhores virtudes que um líder deve ter. Aliás, até vou mais longe e arrisco dizer que a empatia é uma característica essencial ao longo das nossas vidas.

















