Porque a escala empresarial continua a ser o grande tabu do debate económico nacional. Este é o primeiro de cinco artigos que serão publicados ao longo deste ano, com cadência regular e encadeamento lógico assumido. A proposta é deliberada. Contribuir para o debate sobre o crescimento económico português de forma estruturada, comparativa e sequencial, a partir de uma lente pouco utilizada.
Empresas e Start-Ups
Entrevista/ “A digitalização das escolas é um processo que requer liderança informada e estratégica”
"Os diretores das escolas têm um papel absolutamente determinante. São eles que criam condições organizacionais, motivam equipas, definem prioridades e garantem que a integração tecnológica está alinhada com o Projeto Educativo de cada escola", afirma Filinto Lima, presidente da direção da ANDAEP, que é um dos oradores do TECH_EDU que começa hoje na FIL.
O turismo é hoje uma das principais ferramentas de desenvolvimento territorial em Portugal. É uma atividade que dinamiza a economia, estimula o investimento privado e cria condições para fixar talento e população em territórios que, durante décadas, perderam massa crítica. Quando bem estruturado, transforma-se num instrumento efetivo de coesão e competitividade regional.
Quando pensei sobre o que escrever pela primeira vez no Link to Leaders, considerei começar por um tema previsível e que me diz muito, aproveitando a coincidência do primeiro artigo ser no mês de março: liderança feminina ou o papel das mulheres nas organizações.
"O mercado do Dubai é extremamente exigente. O sucesso depende menos da nacionalidade e mais da preparação, profissionalismo, visão de longo prazo e capacidade de execução. Quando bem preparados, os empresários portugueses competem ao mais alto nível", afirma Paulo Paiva dos Santos, que assumiu a presidência do Portuguese Business Council no Dubai.
Há frases que, de tanto se repetirem nos corredores das empresas, acabam por ganhar um estatuto de verdade absoluta que não merecem. Uma delas, talvez a mais perversa, é aquela que se pretende passar por pragmatismo de gestão: "Despeçam o fulano, deem-me o salário dele e eu faço o trabalho".
Liderar não significa apenas gerir pessoas ou coordenar projetos - significa agir para corrigir desigualdades históricas, abrir caminhos e transformar sistemas. Em essência, liderar é um ato de Justiça Social.
Num país em que mais de metade da população é constituída por mulheres, muitas delas com um elevado grau de qualificação, não é aceitável que haja pouco incentivo ao seu desenvolvimento, para garantir a igualdade de género.
Entrevista/ “A mulher procura competência técnica, mas procura também acompanhamento consistente e próximo”
Céu Barros fundou a Clínica Mulher, em Lisboa, onde coloca a mulher no centro, unindo excelência clínica, tecnologia e atenção personalizada. Em entrevista ao Link to Leaders, fala sobre os desafios de empreender na área da saúde, liderar equipas e de inovar num setor tradicionalmente regulado.
Há dias, estive numa reunião com uma autarquia e, por coincidência, éramos apenas mulheres à mesa, todas em funções de liderança. No final, alguém comentou com um sorriso: “Isto é inédito! Três jovens mulheres a liderar uma organização de impacto.” Fiquei a pensar na frase. Não tanto pelo elogio, mas pelo facto de ainda soar a exceção.
Quando falamos do tema da igualdade de género no trabalho, sobretudo no que toca aos cargos de liderança, o debate tende a focar-se, naturalmente, nos ainda visíveis fatores estruturais como a falta de representatividade, os processos de recrutamento, os desafios de progressão ou o impacto da maternidade nas carreiras das mulheres.
O insucesso comercial raramente resulta de um único erro. Na maioria dos casos, é consequência de um conjunto de decisões desalinhadas, tomadas seja ao nível estratégico, operacional ou humano.












