Vivemos um momento particularmente desafiante para a cooperação internacional. A crescente fragmentação geopolítica, a competição global pelo talento, a disputa pela liderança científica e tecnológica e o enfraquecimento de alguns modelos tradicionais de cooperação internacional estão a redefinir a forma como os países e as instituições se relacionam entre si.
Durante décadas acreditámos que a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres era um caminho praticamente consolidado. As mulheres conquistaram espaço nas universidades, entraram em setores tradicionalmente masculinos, assumiram cargos de liderança e demonstraram, todos os dias, que competência, mérito e capacidade de decisão não têm género. Mas estaremos, afinal, a assistir ao encerramento das portas que julgávamos definitivamente abertas, estamos a entrar na linha do “Lean out”1?
O Estado Social constitui uma das marcas identitárias mais relevantes da União Europeia. A promoção da coesão social, da igualdade de oportunidades, do desenvolvimento sustentável e da valorização do capital humano são princípios estruturantes do projeto europeu e exigem respostas concretas por parte dos sistemas educativos.
O ensino superior em Portugal atravessa um dos períodos mais desafiantes e transformadores das últimas décadas, exigindo uma reflexão séria sobre o seu futuro e sobre a forma como o sistema se está a reorganizar.
Vivemos num tempo em que a lógica de rede deixou de ser apenas uma metáfora descritiva para se afirmar como um verdadeiro modelo de organização e criação de valor. A crescente interdependência entre atores, setores e geografias trouxe para o centro do debate a importância da colaboração estruturada, sustentada e orientada para resultados.
A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser uma promessa distante. Está instalada no quotidiano, molda comportamentos e altera expectativas das empresas e dos trabalhadores. Tal, coloca uma pressão inevitável sobre as organizações: não a de acompanhar uma tendência, mas a de repensar como pode entregar mais valor ao cliente e aos seus colaboradores.
Muito recentemente escrevi sobre o poder persistente do patriarcado e sobre a forma como essa estrutura molda, de modo subtil e profundo, a vida de cada um de nós e a própria organização das sociedades.
Entramos num novo ano com a mesma ilusão confortável: a de que o tempo, por si só, resolve injustiças. As desigualdades de género continuam entranhadas nos Sistemas, nas Instituições e nas escolhas Políticas, em Portugal e no mundo.
Entramos em 2026 com o ritual habitual da esperança. A ideia confortável de que, só por virar o calendário, seremos melhores. Mais lúcidos. Mais justos. Mais responsáveis. Aprendi, através do meu percurso profissional, que a esperança, sozinha, não move Organizações nem Sociedades. O que move é a escolha. E a coragem.
A expressão ‘quo vadis’ significa “para onde vais?”. É precisamente essa pergunta que, enquanto Mulher, líder e defensora assumida dos Direitos das Mulheres, sinto obrigação de expor ao mundo para que todas e todos possamos refletir.
Vivemos num mundo cada vez mais dominado pela imposição de uma monocultura em que a tolerância e o respeito têm-se esgotado em si mesmos. Queremos que todas e todos sejam iguais e se subjuguem às forças políticas e religiosas de cada Nação, não existindo respeito pelas liberdades individuais.
Ao longo dos últimos anos tenho refletido sobre um tema que considero central para o futuro das organizações: de que forma a liderança empresarial impacta a vida das pessoas.
