A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser uma promessa distante. Está instalada no quotidiano, molda comportamentos e altera expectativas das empresas e dos trabalhadores. Tal, coloca uma pressão inevitável sobre as organizações: não a de acompanhar uma tendência, mas a de repensar como pode entregar mais valor ao cliente e aos seus colaboradores.
Muito recentemente escrevi sobre o poder persistente do patriarcado e sobre a forma como essa estrutura molda, de modo subtil e profundo, a vida de cada um de nós e a própria organização das sociedades.
Entramos num novo ano com a mesma ilusão confortável: a de que o tempo, por si só, resolve injustiças. As desigualdades de género continuam entranhadas nos Sistemas, nas Instituições e nas escolhas Políticas, em Portugal e no mundo.
Entramos em 2026 com o ritual habitual da esperança. A ideia confortável de que, só por virar o calendário, seremos melhores. Mais lúcidos. Mais justos. Mais responsáveis. Aprendi, através do meu percurso profissional, que a esperança, sozinha, não move Organizações nem Sociedades. O que move é a escolha. E a coragem.
A expressão ‘quo vadis’ significa “para onde vais?”. É precisamente essa pergunta que, enquanto Mulher, líder e defensora assumida dos Direitos das Mulheres, sinto obrigação de expor ao mundo para que todas e todos possamos refletir.
Vivemos num mundo cada vez mais dominado pela imposição de uma monocultura em que a tolerância e o respeito têm-se esgotado em si mesmos. Queremos que todas e todos sejam iguais e se subjuguem às forças políticas e religiosas de cada Nação, não existindo respeito pelas liberdades individuais.
Ao longo dos últimos anos tenho refletido sobre um tema que considero central para o futuro das organizações: de que forma a liderança empresarial impacta a vida das pessoas.
O regresso após o merecido período de férias é, para mim, um momento de reflexão. É nesta fase que revejo objetivos, é tempo para repensar em estratégias e, acima de tudo, volto a centrar-me no essencial: aquilo que quero construir, transformar e quem quero impactar.
Vivemos um tempo em que muito se discute a relevância de determinadas disciplinas no currículo escolar, nomeadamente a Cidadania. No entanto, hoje quero levantar um ponto que, na minha perspetiva enquanto líder na área da educação, é ainda mais urgente e transformador: a importância de trabalharmos, desde cedo, a empatia de forma transversal no currículo escolar.
Acaba de ser publicado o mais recente relatório da Fundação José Neves, que nos oferece uma leitura profunda sobre o estado da Educação, do Emprego e das Competências em Portugal em 2024. Os dados são inequívocos: estamos a assistir a uma transformação estrutural na forma como os portugueses acedem ao conhecimento e, com isso, ao mercado de trabalho.
Num mercado de trabalho cada vez mais exigente e dinâmico, as alunas e os alunos são hoje confrontados com a necessidade de desenvolver competências que ultrapassam largamente os domínios técnicos e científicos.
Escolher uma universidade é, talvez, uma das decisões mais decisivas que alguém pode tomar ao longo da sua vida académica e profissional. Não se trata apenas de escolher um local para estudar — trata-se de definir com quem queremos aprender, a que comunidade queremos pertencer, e em que ecossistema de conhecimento queremos crescer.
