O turismo é hoje uma das principais ferramentas de desenvolvimento territorial em Portugal. É uma atividade que dinamiza a economia, estimula o investimento privado e cria condições para fixar talento e população em territórios que, durante décadas, perderam massa crítica. Quando bem estruturado, transforma-se num instrumento efetivo de coesão e competitividade regional.
O ano de 2025 ficará marcado como um ano de afirmação para o turismo em Portugal. Num contexto económico exigente, o setor voltou a bater recordes de receitas, contribuindo de forma decisiva para o desempenho da economia nacional, reconhecido internacionalmente por publicações como The Economist.
O Centro de Portugal é um dos territórios com tradições gastronómicas mais ricas e diversificadas da Península Ibérica. Não o afirmamos apenas por bairrismo; é uma constatação sustentada na autenticidade e qualidade dos nossos produtos, na mestria de quem os prepara e na ligação profunda entre o que comemos, o que produzimos e o que somos.
Nas últimas semanas, o Centro de Portugal voltou a ser duramente posto à prova. As imagens dos incêndios que devastaram vários concelhos da região entraram, de novo, dentro de casa dos portugueses, mostrando o desespero das populações atingidas. Este é, infelizmente, um cenário que se repete com demasiada frequência.
Há fronteiras que dividem e outras que aproximam. Portugal e Espanha, que durante séculos se olharam à distância, escolheram nas últimas décadas uma nova forma de estar: a cooperação.
