ULisboa investe mais de 20 milhões em infraestruturas digitais para ciência e inovação

Foto: ULisboa

O projeto da Universidade de Lisboa (ULisboa) envolve a construção de dois novos datacenters nos campus de Oeiras e da Cidade Universitária.

Para reforçar a sua capacidade de armazenamento e processamento, a Universidade de Lisboa (ULisboa) vai investir mais de 20 milhões de euros na criação de novas infraestruturas digitais. O projeto será desenvolvido em parceria entre o Instituto Superior Técnico (IST), a Faculdade de Ciências (Ciências), o Gulbenkian Institute for Molecular Medicine (GIMM) e a Reitoria da ULisboa. Prevê a criação de uma infraestrutura distribuída, assente em dois novos datacenters: um no campus de Oeiras do Instituto Superior Técnico, no Taguspark, e outro no campus da Faculdade de Ciências, na Cidade Universitária.

Estas novas infraestruturas irão suportar serviços avançados de inteligência artificial, computação avançada e armazenamento seguro de dados. A plataforma apoiará escolas, centros de investigação e laboratórios da instituição, dando resposta ao crescente volume de informação científica gerada em áreas como a saúde, a biotecnologia, a medicina de precisão, a investigação clínica, a descoberta de novos fármacos e a vigilância epidemiológica.

Um dos principais eixos do projeto é a criação e alojamento de uma cloud soberana, que permitirá armazenar e processar dados científicos em infraestruturas geridas pela própria Universidade. Concebida para cumprir elevados padrões de segurança, disponibilidade e governação de dados, esta solução será especialmente relevante para projetos que trabalham com informação sensível e de elevada complexidade.

Esta nova infraestrutura também estará ao serviço do Ecossistema de Inovação ULisboa, apoiando empresas, PME, start-ups, spin-offs e parceiros industriais. O objetivo é promover a transferência de conhecimento entre a academia e o tecido empresarial, acelerar o desenvolvimento de novas soluções tecnológicas e reforçar a capacidade da Universidade para transformar investigação científica em inovação, novos produtos e serviços.

Com conclusão prevista para outubro de 2028, os novos datacenters vão permitir aumentar significativamente a capacidade tecnológica atualmente disponível na instituição, ficando preparados para uma expansão substancial ao longo do tempo.

Este investimento, refira-se, resulta da aprovação das candidaturas ULISBOA CORE – Computational Omics for Resilient Economies, e ULISBOA CORE+ – Sovereign AI4Science Cloud for Bio-Digital Data, no âmbito do Programa Regional Lisboa 2030.

A Universidade de Lisboa reforça a sua aposta em inteligência artificial, nas tecnologias deeptech e na biotecnologia, procurando consolidar a sua posição como um dos principais polos de investigação e inovação do país.

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