Com a chegada do verão, o país abranda. As agendas esvaziam, os e-mails reduzem o ritmo e as equipas distribuem turnos para garantir que todos tenham direito a um período de pausa. É o ciclo natural do ano. Mas será que, nas lideranças, estamos a dar o verdadeiro valor a este momento?
Vivemos um tempo de transformação profunda no mundo do trabalho. A digitalização acelerada, os avanços tecnológicos, a inteligência artificial, as alterações demográficas e, sobretudo, as expectativas sociais emergentes estão a reconfigurar a forma como trabalhamos, lideramos e criamos valor.
Uma nova geração vai dominar o mercado de trabalho – é a primeira ideia-chave do estudo “CX Roles of the Future 2035”. Trata-se da Geração Z, que tem características e expectativas muito diferentes das gerações anteriores, e às quais todas as empresas, nomeadamente as que operam no setor de experiência do cliente (CX), devem adaptar-se o mais rapidamente possível.
Os escritórios tradicionais convivem há alguns anos, lado a lado, com um novo modelo de espaço de trabalho: o cowork. As vantagens que oferece são inúmeras e a procura tem impulsionado a expansão acelerada do setor. A tendência de mercado deixa antever um futuro em que o coworking será um player fundamental.
O assédio sexual no trabalho é mais comum do que se pensa. Uma pesquisa da UE sobre violência contra as mulheres mostra que 31% das mulheres trabalhadoras sofreram assédio sexual no trabalho.
Os líderes de RH estão a repensar a forma como as organizações estruturam e qualificam a sua força de trabalho, conclui a pesquisa da Salesforce.
A inteligência artificial e outras tecnologias digitais emergentes estão a contribuir para melhorar a saúde e a segurança no trabalho, bem como para promover a eficiência dos trabalhadores, conclui novo relatório da OIT, que alerta também para os possíveis riscos.
Quando me desafiaram a escrever sobre o dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, pensei que a existência deste dia mostra que há muito para fazer no mundo para prevenir acidentes e doenças no trabalho. E que a realidade em muitas empresas é hoje muito distinta dessa, com papel estruturante e valorizado na sociedade.
No final de março estavam registados nos serviços de emprego de Portugal continental e nas regiões autónomas 329.521 desempregados.
As inovações nos modelos de trabalho não param de surpreender. A nova tendência internacional é conhecida por nine-day fortnight.
O dia de trabalho dos americanos agora termina às 16h39, ou seja, 36 minutos mais cedo, segundo um estudo que diz que, apesar da mudança, a produtividade geral aumentou em cerca de 2%.
Apesar dos avanços conquistados, as disparidades entre homens e mulheres no mercado de trabalho continuam a ser uma realidade incontornável. Séculos de desigualdade perpetuaram uma tendência difícil de inverter e os números comprovam que a equidade ainda está longe de ser atingida.

















