Vivemos num momento estranho no mundo. Estranho porque nunca tivemos tanta informação, tanta tecnologia, tanta ligação. Nunca foi tão fácil falar com alguém do outro lado do planeta. Nunca foi tão simples aceder a conhecimento, opiniões, causas, histórias.
A história da humanidade tem sido marcada por ciclos de poder, desigualdade, inovação e colapso. Do apogeu dos impérios clássicos ao advento das revoluções industriais, sempre houve momentos em que o progresso tecnológico e económico foi acompanhado por profundas assimetrias sociais.
A História revela-nos, com frequência embaraçosa, o quão pouco evoluímos em certas dimensões da vida colectiva. Observemos os sistemas feudais que dominaram múltiplas civilizações ao longo dos séculos: da Europa medieval ao Japão dos xoguns, da China imperial à Índia dos rajás.
A tecnologia avança a um ritmo avassalador e as figuras que a lideram têm um impacto tremendo no nosso quotidiano. Entre esses protagonistas destaca-se Elon Musk, um nome que ressoa em toda a parte, não apenas pelas suas inovações, mas também pelas suas atitudes e declarações, que frequentemente geram controvérsia.
Começo o ano com um tema que toca a todos os que gerem pessoas e aos que são geridos –o líder deve ou não mostrar a sua vulnerabilidade? Mostrar não é o mesmo que Ser. Indiscutivelmente, qualquer ser humano é vulnerável.
Apesar da China se constituir hoje como a segunda maior potência económica mundial, afirmando-se nos mais variados domínios setoriais, não só pela sua capacidade de produção, de financiamento, mas também de inovação, com a introdução de um significativo número de marcas que são bem-sucedidas à escala mundial, as notícias sobre projeções futuras não são tão animadoras.
A humildade intelectual é coisa rara, sobretudo entre aqueles que vivem do mediatismo. Ela é uma espécie de bom senso, que nos avisa quando estamos a entrar em certezas demasiado absolutas. Mas são poucos os que a sabem escutar, optando por transformar o mundo num lugar repleto de “donos da verdade”.
Num Mundo em que o “Ter” e o “Poder” se sobrepõem ao “Ser” é difícil confrontarmo-nos com “uma mão cheia de nada”.
O poder da ciência, da tecnologia, da palavra, das ideias, da vontade, o poder da arte, do dinheiro, dos símbolos, da música, da natureza, da liberdade… O Poder está em destaque na TEDxLisboa, em novembro.
No mundo dinâmico dos negócios, a capacidade de agir com liberdade e tomar decisões responsáveis é um fator fundamental para impulsionar a inovação, a disrupção e uma mentalidade de crescimento.
Já se apercebeu que hoje, o facto de vivermos numa sociedade cada vez mais caracterizada pela superficialidade, o poder da autenticidade sobressai ainda mais? Pois a mim, isto acontece-me. E muito.
A última temporada da série norueguesa Borgen acaba com um discurso de Birgitte Nyborg (líder do partido Nova Democracia, Ministra dos Negócios Estrangeiros e ex-Primeira Ministra da Dinamarca) que devia integrar todos os manuais de gestão.

















