Num contexto destes em que vivemos atualmente, em pleno clima de guerra, precedido de uma pandemia e com sinais cada vez mais evidentes de uma crise económica e humanitária a uma escala global, não faria sentido de falar de outra coisa senão de Pessoas.
Não é fácil de entender a invasão da Ucrânia pelas tropas da Rússia. Como é que um país soberano, com armas sofisticadas, ameaça e invade outro país soberano, quase sem armas para se defender? Estamos no tempo de Alexandre Magno, quando só a força contava? Os tempos mudaram e a civilização tem novos contornos...
A minha geração apenas assistiu à guerra à distância. Alguns, mais velhos, ainda combateram na guerra colonial e assisti ao drama das minhas tias avós a verem partir os filhos sem saber se regressariam.
Num recente comentário que fiz na CNN, a jornalista perguntou-me se, na minha opinião de “especialista de marca”, Putin poderia perder a confiança do povo russo. Fiquei surpreendido com a questão e não fui capaz de dar uma resposta que apontasse o desajuste da pergunta.
Falar de alegria, perante a guerra que se vive atualmente na Europa, pode parecer ofensivo. Afirmar que a alegria é uma escolha, poderá mesmo parecer um despropósito da minha parte. Onde está a alegria dos pais e mães dos soldados mortos em combate? Onde está a alegria dos refugiados ucranianos? Que escolha tiveram uns e outros?
No meu trabalho com jovens sou diariamente confrontada com algumas questões e realidades que nem sempre são fáceis de endereçar.
Mediar o conflito é uma ação de liderança pungente. O fim da guerra e a paz aos ucranianos, todos, que foram violentados nas suas vidas quotidianas é um imperativo global. A República Popular da Ucrânia é um estado soberano desde 1918.
Uma das virtudes mais exigentes para todos os líderes é saber fazer cedências táticas para manter a linha estratégica. Se, perante o ataque russo à Ucrânia, o mundo pretender reduzir os custos, não suportando sacrifícios reais na defesa dos seus princípios fundamentais, põe em risco as bases em que se baseia toda a prosperidade global.
Mas afinal o que é um Business War Game (BWG)? Guerra não é, e um jogo não é certamente.
O clássico escrito há 2500 anos regressa às livrarias com uma nova reedição. Um manual de estratégia, planeamento e liderança, com 65 ensinamentos, que se mantém atual.















