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Eugénio Viassa Monteiro

Eugénio Viassa Monteiro

Eugénio Viassa Monteiro, cofundador e professor da AESE, é Visiting Professor da IESE-Universidad de Navarra, Espanha, do Instituto Internacional San Telmo, Seville, Espanha, e do Instituto Internacional Bravo Murillo, Ilhas Canárias, Espanha. É autor do livro “O Despertar da India”, publicado em português, espanhol e inglês. Foi diretor-geral e vice-presidente da AESE (1980 – 1997), onde teve diversas responsabilidades. Foi presidente da AAPI-Associação de Amizade Portugal-India e faz parte da atual administração. É editor do ‘Newsletter’ sobre temas da Índia, com periodicidade mensal. Foi colaborador da Sonefe e da Junta de Energia Nuclear de Lisboa, Portugal. Nasceu em Goa, Índia, onde fez os seus estudos primários e secundários. É formado em engenharia eletrotécnica pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa, Portugal, detendo um Program for Senior Managers in Government pela John F. Kennedy School of Government da Universidade de Harvard, EUA, e um PhD pela Universidade de Navarra, Espanha.

Ideias soberbas na agricultura indiana

Para grande espanto meu anunciava-se, há algum tempo, a plantação de 19.000 hectares de terreno desértico e árido, no Estado de Gujarati, no deserto de Rann de Kuth, com árvores de palma de tâmara.

Pessoas de fracos recursos partilham as boas ideias

Tendo visto muitas pessoas descobrirem soluções para seus problemas, notei uma tendência comum: quando põem em prática uma ideia que facilita as suas vidas, elas partilham-na com entusiasmo, divulgando-a e ensinando outras pessoas que também enfrentam dificuldades parecidas.

Podem os asiáticos pensar em Paz?

Mandou-me uma pessoa amiga um vídeo de uma cerimónia de apresentação do livro “Can Asians Think of Peace?[1]”, constituído de muitos ensaios, mais de 60, sobre diferentes aspetos da manutenção da paz, ou do modo de evitar conflitos e atitudes agressivas, referentes a diferentes geografias e a variados tipos de incidentes na Ásia.

Avanços decisivos na agricultura indiana

Recebi um artigo publicado na BBC sobre como a Índia se transformou numa superpotência de batata frita. Produz, hoje, cerca de 60 milhões de toneladas de muitas variedades de semente, que, depois de preparadas, são em grande parte canalizadas para o consumo doméstico e em valor crescente, de ano para ano, para exportação para muitos países da Ásia, sendo os mais relevantes Filipinas, Tailândia e Indonésia, entre outros.

A atenção médica dos cidadãos da Índia

Os países ricos, quando veem necessidades pontuais de médicos ou paramédicos, quase sem esforço de preparação fina dos seus recursos humanos, resolvem-nas dando mais vistos de trabalho aos profissionais que necessitam, em geral do Terceiro Mundo. Assim cobrem a sua lacuna existente noutros países.

O elogio da oportunidade

Aparecem solicitações para resolver problemas adormecidos ou adiados, porque não havia urgência ou talvez recursos, podendo esperar. Muitos dos problemas respeitantes à educação e à saúde, não devem esperar, mas mobilizar o país para generalizar o ensino básico, erradicar uma doença: pode ser a tuberculose, o HIV, a raiva transmitida pela mordedura de um cão, a poliomielite, etc.

O legado de Manmohan Singh à Índia

Manmohan Singh foi convidado para Ministro das Finanças quando Narashima Rao, logo após o falecimento de Rajiv Gandhi, foi escolhido para Primeiro Ministro, em 1991. As finanças do país estavam numa situação lastimável, com disponibilidades muito reduzidas, não podendo importar bens por mais de duas semanas.

Mudanças rápidas das economias

Surpreendo-me ao ver como a posição dos chamados países do Ocidente (EUA, UE, Japão, etc.) tidos, outrora, por todo-poderosos, quando nada se fazia sem o seu consentimento ou aprovação, dominando e explorando os outros países, estarem hoje a ser largamente superados por alguns novos, antes colonizados e explorados.

A riqueza na base da pirâmide

Este é o título, traduzido para português, do livro do Prof. C.K. Prahalad, narrando um conjunto de situações nas quais demonstra, claramente, que o estrato social esquecido, por ser muito pobre, é também consumidor de produtos e serviços, essenciais para os mais ricos, desde que os mais pobres tenham acesso a eles.

Falso alarme? Há mesmo falta de água?

De vez em quando aparecem profetas das desgraças. Houve tempos em que a terra não produziria o suficiente para alimentar a sua população. Depois, veio o buraco do ozono e vários outros maus agoiros, e agora a iminente falta de água.

Responsabilidade Social Corporativa?

As empresas indianas devem dedicar, cada ano, 2% dos seus lucros para apoiar alguma iniciativa de impacto social, seja privada ou de algum organismo social, com um trabalho efetivo do agrado dos dirigentes da empresa.