Mundo global ou países fechados? Esta é a questão subjacente ao primeiro livro da autoria de Adolfo Mesquita Nunes, advogado e ex-deputado. Uma edição da Dom Quixote, nas livrarias desde o início deste mês.
Parece ser uma atitude inteligente. Neste século XXI já tivemos diversos ataques, roubando muitas vidas. E a melhor defesa é jogar com uma faca de dois gumes.
A década de 90 ficou marcada por uma série de eventos que acentuaram as relações comerciais entre países, destacando-se os acordos multilaterais promovidos pela WTO, liderados por Peter Sutherland, conhecido como o pai da globalização.
A nossa diáspora é um dos principais ativos nacionais. De facto, Portugal é hoje um pequeno estado-nação no canto ocidental da Europa mas, fruto das vicissitudes da nossa história, somos bem mais (e bem maiores) do que isso.
A globalização entrou no léxico social e político quando a expansão económica se apoderou do consumo. Com a indústria e o comércio a catapultarem-se através do desenvolvimento tecnológico, a globalização mostrou a outra face: produção a baixos custos, dicotomias sociais, défices democráticos e de direitos humanos.
No final de 2018, assistimos a um ano fabuloso do ponto de vista do empreendedorismo em Portugal. Criaram-se empresas, cresceram outras que haviam nascido recentemente e parece que estamos a viver algo substancialmente diferente no que respeita à forma de enfrentar os desafios empresariais: a atitude do empreendedor.
Liderança e globalização são algumas das palavras mais pesquisadas na internet no ano de 2017, em todo o mundo. Mas mais do que palavras, são conceitos intrínsecos à nossa atualidade.
Num mercado cada vez mais global onde os custos de transação se esbatem com a otimização dos processos logísticos e a redução das barreiras ao comércio internacional, as empresas debatem-se com crescentes dificuldades na criação de vantagens competitivas no mercado.
A Globalização está na ordem do dia e faz parte do nosso léxico há tanto tempo, que já nem nos lembramos que começámos a falar nela no final do século passado, o que, comparado com a metodologia encontrada por Fernand Braudel para medir a História, na sua obra “História das Civilizações”[1], não foi assim há tanto tempo. Aliás, de acordo com os Ciclos da História de Braudel, não foi há tempo nenhum.














