Continua em teletrabalho, mas já está farto de estar em casa e a sentir falta do bulício do escritório e dos colegas? Não deixe que a solidão prejudique o seu dia de trabalho.
O estudo “HR Perspectives 2020”, da consultora Neves de Almeida, analisa a realidade da gestão do capital e dos recursos humanos, talento, liderança e cultura corporativa na fase pré e durante a pandemia.
As ferramentas tecnológicas têm sido um aliado fundamental durante este período de home office, mas a verdade é que também podem ter as suas armadilhas.
Como corre o teletrabalho num unicórnio português? Dois meses depois a trabalharem em casa, mais de 900 colaboradores da OutSystems respondem a um inquérito da empresa. A maioria refere ter aumentado a produtividade e o sentimento de pertença.
A vida de todos os empresários sofreu uma revolução nos últimos tempos. A maioria passou a só poder realizar reuniões à distância. Muitos passaram a estar confinados em casa em teletrabalho. As videoconferências ou reuniões “live” , em diversas plataformas, passaram a ser um hábito, havendo sempre a preocupação de não misturar a esfera familiar com a esfera profissional.
Este artigo não se destina às PME em lay-off ou que apresentaram insolvência (essas, por definição, já definiram a sua situação em termos de comunicação aos colaboradores), nem visa elencar todas as medidas que as empresas devem tomar em prol da segurança dos seus trabalhadores, seja em regime de teletrabalho ou trabalho presencial.
Entrevista/ “Para mim o SOS Pais não é um negócio. É um apoio que prestamos às famílias numa dura fase”
Ocupar as crianças e deixar os pais trabalhar. Este foi mote para a criação do projeto SOS Pais em Casa, uma ideia que a própria mentora, mãe de duas crianças, também adotou. Em entrevista ao Link To Leaders, Joana Grácio, fundadora da Tox'inn, explica como montou esta operação para ajudar as famílias.
O trabalho e a família constituem os dois principais domínios da vida das pessoas economicamente ativas, mas quando as duas instâncias não são compatíveis, podem dar origem ao conflito trabalho-família.
É inquestionável, estamos mais vulneráveis! Mas gosto de pensar como Brené Brown: “vulnerabilidade não significa fraqueza da nossa parte, mas sim coragem, e sermos mais humanos”. Sermos mais humanos é constatar que “não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”.
Não é por estar a trabalhar partir de casa que as regras de etiqueta na forma de fazer uma reunião vídeo online devem ser descuradas.
As mudanças no dia a dia das empresas com o teletrabalho e os impactos na igualdade de género e na saúde mental estarão amanhã em discussão numa conferência digital organizada pela Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego.
A decisão de escrever este texto não foi isenta de tormento e de dúvida. O respeito que tenho pelo tema e o receio de ser mal interpretado fizeram sentir o seu peso. Com o progresso pandémico do vírus, que rapidamente se espalhou pelo mundo e nos está a mudar as vidas e as rotinas de forma radical, a indecisão tomou proporções ainda maiores.

















