Não sendo uma novidade dos tempos atuais, a verdade é que os fenómenos de interim management sofreram substancial crescimento nos últimos anos em Portugal.
Ao procurarmos uma definição de net worth adaptada à realidade dos indivíduos, é relativamente consensual aceitar que tal medida expressa o valor de uma determinada pessoa quando comparando a diferença entre os seus ativos e as suas responsabilidades.
Não sei dizer há quanto tempo já, mas desde que me recordo tenho presente na minha memória uma curiosidade que nunca consegui esquecer e que talvez não seja do conhecimento geral: a Áustria é dos países do Mundo com melhor capacidade de comunicação e marketing.
Tenho seguido com muita atenção, seja por motivos claramente profissionais, seja também por interesse pessoal, as recentes questões relacionadas com o possível fim dos golden visa em Portugal ou as ideias de bloqueio de aquisição de propriedades por parte de estrangeiros, à semelhança do que foi mais recentemente aprovado no Canadá enquanto forma de potenciar o crescimento da oferta do mercado residencial para os nacionais.
Há pouco tempo fiz uma pequena publicação, não muito usual em mim, comentando a recente polémica gerada em torno do Cristiano Ronaldo e da sua situação no Manchester United, onde dei uma nota sobre o apreço que tenho pelo jogador em questão.
Neste momento de grandes incertezas quanto ao futuro, sendo certo que a única garantia que temos passa pela antecipação da possivelmente grave crise económica e social no nosso país – e não só, claro está -, será talvez relevante pensar um pouco nas consequências que a atual conjuntura mundial terá no mercado imobiliário nacional, seja na vertente do absorção interna dos ativos existentes, seja também no futuro que poderá ter o investimento estrangeiro no nosso país neste tipo de bens.
Ao longo dos anos tenho-me deparado com uma questão profissional que cada dia entendo como mais relevante no sucesso ou insucesso dos modelos de negócio que tentamos colocar em prática: a necessidade de adaptação dos mesmos ao local onde pretendemos levar um determinado negócio ou empreendimento adiante.
Fruto da minha atividade profissional tenho acompanhado com muita atenção a evolução nacional e internacional a nível do investimento imobiliário, evolução de mercados, tipos e formas de investimento, eventuais ameaças e riscos causados pelas ocorrências mundiais (e.g. pandemia, guerra na Europa, entre outros).
Em todas as questões da vida, seja por nomeação seja de forma mais automática, aparecem líderes que galvanizam e inspiram as multidões, os países, as equipas ou as empresas.
Já por várias vezes tive a oportunidade de dizer que uma das principais consequências da pandemia que vivemos passa pela forçosa adaptação dos métodos tradicionais de trabalho, com a paulatina – ou repentina, em alguns casos – substituição da utilização massificada de escritórios pela opção do teletrabalho.
Antes de mais confesso que evidentemente os tempos mudaram e, pessoalmente, sinto que por vezes tenho alguma dificuldade em adaptar-me a novas tendências ou, quiçá melhor dizendo, em entender alguns conceitos que vão aparecendo no nosso mercado profissional atual.
Após meses de espera, finalmente começam a chegar a Portugal os fundos relativos ao Plano de Recuperação e Resiliência, a célebre bazuca europeia que promete reencher de milhões e milhões os cofres do nosso depauperado Estado à beira-mar plantado, e que tanto sofreu nos últimos anos com a crise económica e social resultante da pandemia mundial.
