O 'Negócios' publicou a 2 de janeiro, desta vez em Edição Especial, a prospetiva de 163 líderes portugueses para o ano de 2023. Como já vem sendo habitual, analisei as contribuições dos referidos líderes com a mesma metodologia e recurso a Artificial Intelligence (AI) que usei em 2020, 2021 e 2022.
Aprovada a proposta de Orçamento do Estado para 2023, os empresários devem estar atentos às alterações fiscais consagradas no documento, como a redução seletiva de IRC, o aumento de 25 mil para 50 mil euros da taxa especial de IRC das micro, pequenas e médias empresas, o fim do limite temporal para reportar prejuízos fiscais, o não agravamento da tributação autónoma ou a majoração dos gastos de energia em IRC.
Atrair empresas e investimento para os Açores, e potenciar a região do ponto de vista tecnológico, é uma estratégia que a região autónoma tem vindo a construir nos últimos anos. Bruno Belo, Diretor Regional do Empreendedorismo e Competitividade dos Açores, explicou em entrevista ao Link To Leaders o que está a ser feito para que os Açores possam ser um agregador e um irradiador de tecnologia e de conhecimento para o mundo.
A Europa será vulnerável em todos os setores em termos de crescimento e competitividade, a menos que alcance outras grandes regiões em tecnologias-chave, de acordo com o último relatório da McKinsey. Portugal segue a tendência: entre 2014 e 2019, o crescimento das receitas das empresas portuguesas ficou 52% abaixo das empresas americanas, com um fraco investimento em I&D.
A industrialização em Portugal foi difícil e tardia. O primeiro impulso industrializador só ocorreu durante o Liberalismo Vintista (1820-1834), mas foi travado pela guerra civil e por constantes mudanças governamentais. Posteriormente, houve um surto de desenvolvimento industrial durante a Regeneração (1851-1890) e um segundo surto no final do século XIX, com o aparecimento das grandes companhias industriais.
A atividade das empresas não pode reger-se apenas pelos interesses dos seus shareholders, ou seja, pelos interesses daqueles que diretamente beneficiam do cumprimento dos objetivos financeiros – os acionistas. Isto significa que as empresas têm, igualmente, que cuidar de satisfazer os interesses dos seus stakeholders. Isto é, de todos aqueles que, direta ou indiretamente, são condicionados pela sua atuação.
Quinze anos depois de ter investido de forma muito significativa no negócio do streaming, a Netflix espera perder cerca de 2 milhões de clientes nos próximos meses, sobretudo devido à competitividade intensa que o setor do entretenimento vai conhecendo, aliada a uma decisão tática de aumento dos preços em cenários que se preveem inflacionistas. E é a primeira vez na última década que tal facto acontece, com a empresa a perder cerca de 68% do seu valor de mercado em bolsa desde o início de 2022.
Há dias, num dos livros que estou a ler, estava escrita a seguinte frase: “a burocracia é como a pornografia: é muito difícil encontrar alguém que a defenda, mas há muito dela por aí disponível”.
O ranking IMD Digital Competitiveness coloca Portugal na 34.ª posição mundial em termos de competitividade. Foram analisadas 64 economias.
Num mundo em mudança cada vez mais rápida e de competitividade crescente, é um objetivo de qualquer equipa de gestão conseguir transformar a sua empresa ou organização pública a um ritmo elevado.
Pelo segundo ano consecutivo, Portugal melhorou a sua posição no ranking global de competitividade do IMD World Competitiveness Center, que, este ano, é liderado pela Suíça, Suécia, Dinamarca, Países Baixos e Singapura.
Recentemente, ouvi duas frases ditas por líderes empresariais e uma terceira referida por um comentador económico, sobre a transformação e estratégia digital, que confirma algumas menos boas perspetivas quanto à capacidade do tecido empresarial português criar as condições adequadas para ser competitivo no futuro próximo.















