"É importante que as fundações comuniquem melhor o que fazem e o impacto que geram, mas essa comunicação tem de ser acompanhada de transparência e de uma boa prestação de contas", sugere João Gama, responsável da Rede Ibérica Fundación Mapfre em Portugal.
Empresas e Start-Ups
Numa reunião comercial, para fechar um cliente que fazia falta, alguém promete entrega em 48 horas em qualquer ponto do país. É um bom momento, toda a gente aplaude e o negócio entra. O que não acontece nessa reunião, e raramente acontece em reuniões deste género, é alguém escrever um número ao lado daquela promessa.
Habitamos uma estranha contradição histórica. Nunca a humanidade acumulou tanto conhecimento. Nunca dispusemos de tanta informação, de tantas universidades, de tantos investigadores, de tanta tecnologia e de tantos instrumentos para compreender o mundo. E, no entanto, raramente tivemos a sensação de viver numa época tão incapaz de resolver os seus próprios problemas.
Há empresas onde praticamente tudo é urgente. O cliente precisa da resposta hoje. A produção precisa de uma decisão imediatamente. A proposta tem de sair nas próximas horas. A encomenda devia ter sido expedida ontem. O fornecedor está à espera. A reunião não pode ser adiada. E aparece sempre mais alguma coisa que precisa de ser resolvida “o mais rápido possível”.
Durante as férias, voltei a um livro que provavelmente muitos de nós associamos à infância: *As Aventuras de Tom Sawyer*, de Mark Twain. É curioso como alguns livros mudam quando somos nós que mudamos.
Durante décadas, a carreira foi imaginada como uma escada: entrava-se numa organização, acumulava-se experiência, subia-se gradualmente na hierarquia e, idealmente, construía-se um percurso estável no mesmo setor, muitas vezes na mesma empresa.
“O caminho natural é deixarmos de olhar para a sustentabilidade como algo que se acrescenta à estratégia e passarmos a integrá-la na forma como as empresas pensam, decidem e crescem”, defende Ana Agostinho, que acaba de assumir a presidência executiva da consultora Stravillia.
Existe uma solidão específica que surge quando uma pessoa começa a mudar internamente antes de o mundo à sua volta perceber. Não é ausência de companhia. Não é isolamento físico.
Ao longo da relação laboral, o empregador recolhe diversos dados de identificação do trabalhador, muitas vezes através de procedimentos administrativos padronizados. Entre esses dados podem surgir o sexo registado nos documentos oficiais e, em contextos específicos, a identidade de género.
No meu último artigo escrevi sobre a nova realidade da liderança global, sobre culturas diferentes, fusos horários incompatíveis e formas distintas de pensar, comunicar e decidir. Foi precisamente a refletir sobre essa distância entre contextos que percebi que existe uma outra distância, mais silenciosa, que atravessa toda a minha carreira: a distância entre aquilo que sabemos e aquilo que, nalgum momento, somos obrigados a fazer sem saber.
"Tenho defendido que num mundo onde tudo pode ser copiado, desde a tecnologia, produtos, preços e processos, apenas uma vantagem competitiva permanece verdadeiramente difícil de replicar: a de compreender os clientes melhor do que qualquer concorrente. E, consequentemente, gerar confiança", defende Pedro Celeste, diretor-geral da PC&A.
A Inteligência Artificial está a poupar-nos tempo, esforço e trabalho. Mas, à medida que começamos a delegar-lhe a escrita, a análise, a síntese e até algumas decisões, talvez seja altura de perguntar: que capacidades deixamos de exercitar quando uma máquina começa a pensar connosco?












