Vender serviços consistia em dominar a informação, conhecer o mercado e construir uma relação de confiança. Um agente de seguros, um gestor bancário, um consultor imobiliário ou qualquer profissional da área comercial nos serviços distinguiu-se até hoje, pela sua capacidade de aconselhar, apresentar alternativas e conduzir o cliente até à decisão. Mas esta realidade está a mudar rapidamente.
Empresas e Start-Ups
Entre os momentos em família com as quatro filhas e os dias sem planos nem decisões, André Rodrigues, Head of Technology da Amazon Web Services para o Sul da Europa e líder da empresa em Portugal, partilha como procura desligar, recuperar energia e acompanhar o impacto crescente da Inteligência Artificial nas empresas e nas novas gerações.
Durante décadas acreditámos que a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres era um caminho praticamente consolidado. As mulheres conquistaram espaço nas universidades, entraram em setores tradicionalmente masculinos, assumiram cargos de liderança e demonstraram, todos os dias, que competência, mérito e capacidade de decisão não têm género. Mas estaremos, afinal, a assistir ao encerramento das portas que julgávamos definitivamente abertas, estamos a entrar na linha do “Lean out”1?
A decisão do Banco de Portugal (BdP) de reduzir a taxa de esforço máxima de 50% para 45% no crédito habitação é clara e prudente. Na prática, serve para prevenir o sobre-endividamento e blindar a estabilidade financeira do país.
Para completar os 980 cromos da caderneta do Mundial sem fazer uma única troca, seria necessário comprar, em média, cerca de 7.296. O excedente não é uma falha do sistema – é o preço de tentar fazê-lo sozinho. E talvez tenha mais a ensinar sobre pessoas, equipas e organizações do que imaginamos.
António Henriques, CEO do Bison Bank, reconhece que, apesar de conhecer muitos países, Portugal ganha sempre como destino de férias. Considera importante desligar por alguns dias, até porque, assegura, "muitas das melhores ideias surgem precisamente quando deixamos de procurar soluções de forma intensiva". Na segunda metade do ano, revela, vai estar atento à convergência entre inteligência artificial, ativos digitais e serviços financeiros.
A Inteligência Artificial deixou de ser uma promessa para passar a integrar o quotidiano de muitas organizações. Importa agora compreender de que forma esta transformação do trabalho está e continuará a ser vivida pelas pessoas.
Na vida e na gestão, o tempo é o recurso mais escasso. O dinheiro pode ser recuperado, o conhecimento adquirido e os negócios reconstruídos. O tempo, esse, apenas pode ser bem utilizado. Passamos anos a gerir dinheiro, carreiras e património. Creio que poucos dedicam o mesmo cuidado à gestão do único ativo que nunca poderá ser substituído: o tempo.
Entrevista/ “A tecnologia e a inteligência artificial terão um papel cada vez mais relevante nos cuidados domiciliários”
"Os cuidados domiciliários são um setor com um grande potencial económico, mas sobretudo com um enorme impacto social. Quem entrar neste mercado apenas à procura de crescimento dificilmente terá sucesso. É necessário acreditar genuinamente que é possível melhorar a vida das pessoas", afirma Afonso Madeira, diretor-geral da Puro Cuidado.
O ecossistema de start-ups brasileiro despediu-se definitivamente da euforia do "growth at all costs" que marcou a década passada, para abraçar uma fase de maturidade estrutural que interessa tanto ao investidor institucional quanto ao empreendedor que busca construir valor real.
Entre os passeios de bicicleta com os filhos, os dias em Seixas, em Caminha, e as leituras que ajudam a pensar mais devagar, Fernando Ferreira, General Partner da Ventures.eu, partilha como procura desligar do ritmo exigente do investimento, manter o equilíbrio e regressar com mais energia.
A boa prática de gestão ensinou-nos, durante muito tempo, que decidir melhor depende de ter mais informação. Investimos, então, em dashboards, relatórios, indicadores, etc.. No entanto, a confiança de quem lidera está em queda. No 29.º inquérito global da PwC (2026), a percentagem de gestores confiantes no crescimento do próprio negócio caiu para 30%, o nível mais baixo em quatro anos, contra 56% em 2022.












