Ser direto não dá licença para ser descuidado. Fala-se muito da importância de líderes assertivos. E ainda bem. Organizações precisam de clareza. Equipas precisam de direção. Pessoas precisam de saber onde estão, o que se espera delas e que decisões foram tomadas.
Empresas e Start-Ups
Muitos fundadores de start-ups sonham em anunciar uma ronda de financiamento bem-sucedida. Tornou-se uma espécie de distintivo público, uma forma abreviada de validação, dinamismo e credibilidade.
Os conceitos de curto, médio e longo prazo coincidem muito pouco com aquilo que se aprendeu nos bancos das faculdades de economias e gestão.
Foto: João Paulo Carvalho, cofundador da Quidgest, e David Pereira de Castro, presidente do Conselho de Administração da SPOT Nordic
Entrevista/ “A Europa tem conhecimento de sobra! O que falta é a tradução desse conhecimento para produto”
"A inteligência artificial é claramente um fator crítico de sucesso para o futuro, mas a forma como é trabalhada e implementada no contexto de cada empresa será igualmente determinante para o resultado obtido", opina David Pereira de Castro, presidente do Conselho de Administração da SPOT Nordic, secundado por João Paulo Carvalho, cofundador da Quidgest.
Todos sabem que a democracia é frágil. Quando EUA e Grã-Bretanha, paladinos do sistema há décadas, se debatem em patéticos estertores, fica evidente que o sucesso nunca está assegurado. Portugal, que colecionou fiascos democráticos no século XIX e inícios do XX, tem especial dever de acautelar esses perigos.
A progressiva abordagem dos critérios ESG nas organizações tem sido acompanhada por uma evolução equivalente às práticas concretas publicadas em relatórios de sustentabilidade cada vez mais elaborados com base em matrizes de materialidade e crescente rigor metodológico.
“Queremos criar um percurso contínuo que vá da validação em Portugal à expansão internacional, garantindo que as soluções desenvolvidas no nosso ecossistema têm condições reais para competir e afirmar-se no mercado global”, afirma Pedro Mello Breyner, novo diretor executivo do NEST.
Neste 27 de junho, o mundo celebra o Dia Internacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas. Em Portugal, isso significa celebrar 99,9% do tecido empresarial. Mais de um milhão de empresas que empregam milhões de portugueses e sustentam uma fatia significativa do PIB nacional. São empresas resilientes, criativas, que sobreviveram a crises financeiras, a uma pandemia e a uma inflação feroz.
No ecossistema tecnológico europeu, temos um problema na Série B — e não é de agora. Somos excelentes a lançar start-ups com financiamento Seed, mas muitas têm dificuldade em manter a velocidade necessária para se tornarem líderes globais. Existem muitas razões para isso, mas, do ponto de vista das relações públicas, o elemento em falta é frequentemente uma arquitetura de credibilidade.
Há uma empresa de componentes metálicos em Braga. Fundada em 1987. O fundador tem 71 anos. Os dois filhos trabalham na empresa, mas nenhum quer ficar com ela. O pai sabe. Os filhos sabem. Nunca falaram sobre isso.
Durante anos, as empresas acreditaram que o grande desafio da gestão era conseguir mais dados. Hoje, a realidade é diferente. A maioria das organizações já vive rodeada de informação.
Prometeram-nos, finalmente, o gestor perfeito. Racional, incansável, imune aos enviesamentos, às simpatias e às emoções que sempre atrapalharam a nobre arte de lidar com pessoas. A inteligência artificial chegou para nos livrar do que havia de mais incómodo na gestão: o humano que a pratica.












