Opinião
Como as start-ups se fazem unicórnios?
Em finais de 2025, a Índia tinha reconhecidas 159,000 start-ups, quando em 2016, mal teria 500. E nessas 159.000 havia 135 unicórnios, empresas cujo valor era avaliado em mais de 1.000 milhões de dólares. A valoração conjunta dos 135 unicórnios era de cerca de 350.000 milhões de dólares.
De acordo com um quadro publicado no ToI-Times of India, no ano 2030, a Índia prevê chegar a 240.000 start-ups, com 280 unicórnios, criando um total de 50 milhões de postos de trabalho, entre os diretos e indiretos.
Há um ambiente propício e estimulante, nas dezenas de Super Faculdades da Índia, para que surjam ideias abundantes e variadas, que depressa são levadas à prática, com diferentes graus de avanços nos processos e na transformação, com registo de patentes pelo caminho.
Em tais Super-Faculdades, com grande fama pela seletividade e exigência, contam-se os 23 Indian Institutes of Technology, o 21 Indian Institutes of Management, os 21 IIIT- Indian Institutes of Information Technology, os 35 NIT- National Institutes of Technology, e mais de 3500 Faculdades de Engenharia ao longo de toda a Índia. Em cada ano, graduam-se 10 milhões nas universidades indianas, dos quais 1,5 milhões são engenheiros.
Como nascem as start-ups e como se fazem Unicórnios?
Elas nascem de deias práticas que resolvem os problemas diários, adiados desde há muito tempo. Outras vêm de ideias de redução de custos de produção.Outras ainda utilizam mão-de-obra informal, dando-lhe adequada formação, para a tornar muito útil a fim de resolver os problemas prementes das Famílias ou da Casa. Centenas ou milhares de ideias, mais técnicas, tornam as aplicações das Tecnologias de Informação mais rápidas e eficientes, quer nos domínios financeiros ou tecnológicos; projetos de aperfeiçoar a agricultura, adaptando às condições diferentes das convencionais; propostas de, na agricultura, se fazer duas ou mais sementeiras, de acordo com a humidade requerida, e o ciclo de vida de cada sementeira, etc.
Aquelas start-ups que são mesmo úteis, podem ser muito procuradas e encontrar investidores para as lançar mais amplamente no país e nas camadas sociais a quem diz mais respeito, aumentando o alcance e as vendas. Depois do capital-semente e para crescer atingindo a dimensão apropriada, poderá vir a oferta pública de ações, para juntar mais capital e crescer folgadamente.
É normal que de muitas ideias próximas entre si, as que singram mais depressa acabem por comprar ou associar outras de passo mais lento. Muitas start-ups desaparecem nessa absorção ou outras porque a realização de ideia abortou. Mesmo das que não prosseguem, deixam muito peso da aprendizagem e experiência em quem começou; e não é raro que, na segunda ou terceira tentativa, os passos a dar levem o autor da ideia a um relativo sucesso.
Chegou-me ao conhecimento esta interessante start-up, com o nome de Pronto, semelhante às ideias de e-commerce em voga na Índia, que entregam um produto em 10 minutos. A Pronto recruta pessoal para o treinar para variados afazeres domésticos. Pode ser requisitada por meio de uma app e, a profissional em causa, apresenta-se dentro de 10 minutos para trabalhar. Isso para variados trabalhos domésticos que as pessoas chamam trabalhos profissionais.
A Pronto foi fundada por uma jovem indiana, Anjali Sardana, aos 23 anos de idade, acabada de se graduar em Biologia. A app foi lançada em abril de 2025. Com algum capital da família, um tio lançou as bases e está a singrar muito bem, estando valorizada em 100 milhões de dólares, no seu primeiro ano. Tem já presença nas grandes cidades da Índia: Delhi, Mumbai, Bangalore e Pune. Tem pessoal preparado para os variados serviços domésticos – limpar, varrer, lavar louça e utensílios, lavar e tratar da roupa, entre outros apoios –, e estão a pensar expandir o tipo de serviços prestados e ir para novas cidades.
Está a transformar um setor nada organizado, sem grande preparação, num prestador de serviços, com treino e, sobretudo, com pessoas com um bom cadastro, o que pode reduzir os receios sobre que tipo de pessoas entram na sua casa. São pagos à razão de $1 dólar por hora, que não sendo muito, é bom para a Índia, emprestando às pessoas sentido de profissionalismo e dignidade.








