Com mais de cinco décadas de experiência no mundo empresarial, deparei-me com diversas recessões, crises e até uma pandemia. Durante esse período, tive a oportunidade de observar e participar em diferentes fases do desenvolvimento de negócios, desde momentos de crescimento intenso até períodos de reconstrução.
Empresas e Start-Ups
Quando uma empresa pede aos colaboradores para tirarem os sapatos à entrada, pondo chinelos, não está a inovar. Está a sinalizar uma outra realidade: a perda total de foco. E também a perder o juízo.
Durante muito tempo, foi natural pensar Portugal como um ponto de chegada. Um mercado onde as empresas nasciam, cresciam e procuravam consolidar-se. Esse enquadramento fez sentido num determinado contexto económico e geopolítico, mas, hoje, o mundo empresarial opera com outras lógicas e isso obriga-nos a repensar a forma como posicionamos as nossas empresas.
Já vi este filme vezes suficientes para reconhecer o guião cedo: sala cheia, energia alta, slides impecáveis, uma narrativa ambiciosa sobre o futuro. Há frases fortes, há alinhamento aparente, há até aquela sensação coletiva de “agora é que é”. E depois… passa o tempo.
A venda direta tem atravessado uma fase de reinvenção nos últimos anos, algo que foi impulsionado pela crescente digitalização e pela evolução do social selling.
Reduzir o peso fiscal e burocrático, de forma a permitir à economia portuguesa competir e contribuir para acelerar o crescimento económico ao investir no talento e na tecnologia, numa era marcada por enormes desafios geopolíticos, digitais e energéticos.
E, no meio das habituais previsões e profecias, chegámos finalmente a 2026. Não vou aqui debitar o cliché sobre quão decisivo será este novo ano. Cada época tem os seus desafios específicos e, como todas as outras, exigirá (boas) doses de sabedoria, coragem e determinação.
Ana Metz, que estará em Lisboa para participar no BOOST 2026, vê em Portugal um contexto particularmente relevante para discutir inovação em turismo e defende que o futuro do setor passa menos pela obsessão com escala e mais pela clareza sobre os problemas reais que a tecnologia pretende resolver.
Durante décadas, fomos educados a acreditar que o sucesso dependia de um diploma. A pergunta “o que é que vais ser quando fores grande?” transformou-se numa espécie de sentença, como se escolher um curso fosse escolher um destino. Mas o mundo mudou. E, com ele, mudou também a forma como aprendemos, trabalhamos e construímos futuro.
Mais de mil pessoas já visitaram o Bairro do Zambujal para conhecer, no terreno, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O Zambujal 360 tornou-se num projeto pioneiro ao ligar sustentabilidade, arte urbana, turismo e capacitação comunitária, com impacto direto na vida dos moradores.
Escrever um artigo no início do ano parece, inevitavelmente, empurrar-me para balanços e promessas. Há algo no calendário que nos condiciona, quase sem darmos por isso, a medir, listar, comparar e projetar versões “melhores” de nós próprios.
Os dados tornaram-se o combustível essencial da inteligência artificial em saúde. No entanto, o seu acesso é hoje uma das maiores barreiras à inovação. Regulamentos como o GDPR e as crescentes exigências éticas em torno da privacidade dos pacientes limitam a partilha e a reutilização de informações clínicas.












