Persistem dúvidas sobre o vírus: a identificação inicial, o perigo e a informação à WHO-World Health Organization e à comunidade científica e médica. Houve transparência e prudência necessárias para permitir que as autoridades dos países tomassem as medidas adequadas de defesa, sem lançar pânico?
Em situações que estamos a viver, do coronavírus, com a ameaça do contágio fácil e amplo, encontramos magníficas atitudes de sentido do dever, de todo o pessoal sanitário, desde os que fazem os testes nos pontos de entrada no país – aeroportos, portos, fronteiras, etc – para avaliar a situação de pessoas com/sem a doença, até ao pessoal hospitalar (médicos, enfermeiros, paramédicos, analistas, etc.).
O conceito “Revolução Verde” veio do México, pela mão do agrónomo Norman Borlaug, Prémio Nobel da Paz, em 1970. Dedicou a sua vida a aumentar a produção de alimentos vegetais, sobretudo de cereais (trigo e arroz), por via da seleção das variedades mais produtivas e resistentes aos excessos de calor e água.
Tenho observado, em variados recantos do mundo, o valor da iniciativa pessoal na solução dos problemas que afetam pessoas singulares ou a sociedade. Muitos dos problemas têm uma amplitude e exigência de investimentos que dificilmente uma pessoa só ou mesmo em grupo pode dar resposta.
Trabalhar a terra, cultivá-la, para obter fruto, é uma atividade dos primórdios da vida do homem sobre a terra. A observação da natureza fez entender quando e como fazer as plantações, como alimentar e adubar para fortalecer e quando colher os frutos.
Como ajudar de modo eficaz os países que depois de muito sofrimento chegaram a um estádio em que desejam elevar o nível material, cultural, científico, da sua população? Que fazer, sem despertar fantasmas da memória coletiva desses países explorados? Quais os países melhor posicionados para canalizar uma ajuda eficaz?
A maior democracia exercitou-se mais uma vez na Índia, para a eleição dos representantes no Lok Shaba, a Assembleia Legislativa. O número de votantes era de 900 milhões e foram às urnas cerca de 67,11% deles.
Tenho tido oportunidade de observar várias empresas de boa longevidade e com uma invejável trajetória de crescimento, criando riqueza e empregos. A boa tentação é de querer encontrar a razão desta prosperidade.
Começa-se a ter notícias de encontros de filantropos com empresários que faturam somas muito elevadas, para os fazer refletir e lhes deixar sugestões de que "ser filantropo vale a pena". Em economias emergentes com certos setores de rápido crescimento – como o dos IT ou ITES- IT Enabled Services – criaram-se muitas fortunas em períodos curtos de tempo.
Aparentemente sim, com consequências em vários planos. Há quem veja nela o fechar do circuito de uma Índia intelectualmente avançada, que com a capacidade de criar riqueza suscitou a ganância dos europeus. Estes chegaram lá, dominaram passo a passo, com alianças e traições sucessivas, na obsessão da conquista e exploração.
Escrevi, em coautoria um caso da Infosys, uma empresa de IT criada em 1981, contando hoje com 210 mil colaboradores muito especializados. Está cotada na NYSE e em Mumbai, valendo mais de 45.000 milhões de dólares, com uma faturação superior a 11.000 milhões.
Ao regressar do Estados Unidos, com licenciatura em engenharia, V. Kurien vai prestar serviço numa cooperativa de comercialização do leite, recém-fundada, em 1948. É a sua contrapartida à bolsa que o levou aos EUA.
