Os regimes de trabalho flexíveis vieram para ficar. Das 204 organizações portuguesas que participaram na mais recente edição do Diretório de Empresas da Talent Portugal, 55% permitem o teletrabalho.
Mais de metade dos profissionais consideram que as medidas de flexibilidade aplicadas na sua empresa já não são eficazes, segundo o mais recente estudo da Randstad, que aponta uma série de tendências.
Atualmente, a mudança não é só inevitável, como é, efetivamente, a única constante, o que se afigura como sendo especialmente verdade no que toca à dinâmica da área do Web Development.
Apesar da instabilidade económica, os trabalhadores afirmam que dão prioridade à flexibilidade, sentimento de pertença e ao equilíbrio entre vida profissional e pessoal, fatores que pesam para 61% dos inquiridos a nível global na hora de aceitarem um emprego, conclui estudo da Randstad.
Já está em vigor a legislação europeia que regula o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. As novas regras devem ser aplicadas por todos os Estados-membros.
Há poucos dias, numa reunião com vários líderes, alguns afirmavam que não tinham implementado medidas de flexibilidade. Pelo contrário, deram orientações para que todas as equipas voltassem à empresa diariamente, por uma questão de igualdade: se o chão de fábrica não pode ter flexibilidade, ninguém a deve ter.
Os chefes estão muito mais ansiosos para voltar ao escritório do que os outros funcionários. Dos superiores que trabalham remotamente, 75% querem ficar no escritório três dias por semana ou mais; apenas 34% dos funcionários sem cargos de chefia pensam da mesma forma, conclui estudo da Slack.
Várias vezes, oiço as gerações mais novas dizerem que querem perceber o propósito da sua empresa, ter autonomia, poder fazer a diferença, ter protagonismo. Preferem projetos com responsabilidade em vez de uma função “à tarefa” (faz isto ou faz aquilo) e ter flexibilidade no modo como organizam o seu trabalho. Mas eu, que já passei dos 60, digo o mesmo…
A tendência crescente de uma maior flexibilidade no trabalho, quer em termos de horários, quer em termos de alocação entre a atividade presencial e remota, acentuou-se por imposição da pandemia, avança estudo da Adecco.
Com um impacto fortíssimo na atividade empresarial, a presente crise veio tornar mais visíveis forças e fragilidades da economia global, de cada economia e de cada empresa em particular.
Obviamente que este tema não se aplica a todos os profissionais nem a todas as profissões e organizações, no entanto, temos assistido a uma institucionalização do presentismo nas empresas portuguesas desde o século passado, que parece ter vindo a aligeirar, facilitando o nosso estilo de vida e equilíbrio entre vida profissional e familiar.
Os portugueses têm pouca flexibilidade nos horários de trabalho e a maioria dos trabalhadores com rendimentos mensais mais baixos são mulheres.















