Os despedimentos em massa nas empresas de tecnologia têm originado uma onda de publicações dos trabalhadores dispensados no LinkedIn. Mas nem tudo está perdido: há start-ups que estão atentas e atraem estes perfis para reforçar as suas equipas.
Após um ano de maus resultados, líderes das grandes empresas veem os salários reduzidos. Os cortes atingem alguns dos CEO mais bem pagos dos Estados Unidos, como Tim Cook, da Apple, ou James Gorman, do Morgan Stanley.
Globalmente, três em cada cinco profissionais temem que o seu salário não seja suficiente para conseguir fazer face ao aumento dos custos de vida, conclui novo estudo da Adecco, que aponta as quatro alavancas que poderão travar a demissão em massa.
Sabe-se pelas notícias recentes que as Big Tech acabam de despedir, em conjunto, cerca de 30.000 pessoas e prometem continuar esta estratégia em 2023. Com a recente tomada de poder no Twitter, Elon Musk tomou a dianteira neste domínio, seguindo-se-lhes o Facebook e Amazon como os mais expressivos na redução de ativos. Mas o rol continua se mencionarmos a HP, Netflix, Microsoft ou Shopify.
Anda meio mundo a referir uma realidade sobre a “Grande Demissão” que está a ocorrer, após um choque de transição digital (parcial) movida pela pandemia, nestes últimos anos. Enquadrando ligeiramente o tema: Anthony Klotz, psicólogo organizacional, colocou o tema dos despedimentos em massa que estão a ocorrer pelo impacto ocorrido nos últimos anos por stress do trabalho, burnouts, teletrabalho, entre outros temas.
Desde março do ano passado, a procura por serviços jurídicos cresceu 22%. Entre as razões apontadas estão os despedimentos, a violação dos direitos dos trabalhadores, a falta de pagamento de salário e a pressão psicológica, refere um estudo da Fixando.
A economia global de start-ups gera aproximadamente 3 triliões de dólares (2,5 triliões de euros) em valor. No entanto, a pandemia está a ter reflexos negativos no seu crescimento. O mais recente Relatório Global do Ecossistema de Start-ups, da Startup Genome, afirma que o Covid-19 pode tornar-se num “acontecimento de extinção em massa” para start-ups.
No meio da pandemia, 14 grandes empresas, a maioria companhias aéreas ou ligadas à indústria automóvel, anunciaram demissões coletivas na Europa que poderão afetar mais de 100 mil trabalhadores.
Há empresas que, por norma, não divulgam números no que diz respeito a despedimentos. A multinacional IBM é uma delas. Mas talvez as regras devessem mudar em tempos de crise.
A start-up, que simplifica a implementação de tecnológicas estrangeiras em Portugal, decidiu abdicar das suas taxas de recrutamento às empresas que contratem pessoas que tenham sido despedidas devido aos efeitos da pandemia de Covid-19 na economia.















