No meio da pandemia, 14 grandes empresas, a maioria companhias aéreas ou ligadas à indústria automóvel, anunciaram demissões coletivas na Europa que poderão afetar mais de 100 mil trabalhadores.

O coronavírus está a refletir-se na taxa de desemprego globalmente. A paralisação da atividade devido a medidas para conter a pandemia fez o desemprego disparar nas principais economias mundiais, como os Estados Unidos, onde o seu pior número histórico foi atingido em abril, acumulando mais de 20,5 milhões num só mês.

A Europa não ficou para trás. Assim, os últimos números do Eurostat refletem que, em abril, cerca de 397 mil cidadãos da União Europeia perderam o emprego, o que significa que a taxa de desemprego na União Europeia aumentou para 6,6% e a da Zona do Euro até 7,3%.

Estas percentagens estão alinhadas com as previsões apresentadas pela Comissão Europeia em maio, quando previu que a taxa de desemprego na Zona Euro aumentaria para 9,6% em 2020 antes de cair novamente para 8,6% em 2021. Na UE, as previsões apontavam para a subida do desemprego para 9% este ano.

No total, 14 grandes empresas anunciaram que irão reduzir a sua força de trabalho ou que irão encerrar os seus centros de trabalho na Europa, o que significa um impacto imediato no emprego direto de cerca de 103.740 colaboradores. Conheça as empresas que ponderam despedir na Europa, segundo a Euronews.

  1. Lufthansa: 22.000 postos de trabalho
  2. Renault: 15.000 postos de trabalho
  3. British Airways: 12.000 postos de trabalho
  4. Airbus: 10.000 postos de trabalho
  5. BP: 10.000 postos de trabalho
  6. Tui: 8.000 postos de trabalho
  7. Scandinavian Airlines: 5.000 postos de trabalho
  8. Swissport: 4.556 postos de trabalho
  9. Easyjet: 4.500 postos de trabalho
  10. Ryanair: 3.000 postos de trabalho
  11. Virgin Atlantic: 3.000 postos de trabalho
  12. Nissan: 2.800 postos de trabalho
  13. Alcoa: 534 postos de trabalho
  14. Mulberry: 375 postos de trabalho
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