Durante muitos anos, os empresários habituaram-se a pensar o mundo como um espaço relativamente previsível. A geopolítica existia, claro, mas parecia acontecer num plano distante da gestão quotidiana das empresas.
Durante muito tempo, o empreendedorismo foi construído sobre uma ideia simples: o mundo estava a tornar-se mais integrado e, com isso, mais previsível. Produzia-se num ponto, vendia-se noutro, escalava-se globalmente com poucas fricções. Essa lógica moldou estratégias, decisões e expectativas.
A Associação Nacional de Jovens Empresários vai avançar com a criação da ANJE Saudi Arabia, uma plataforma destinada a apoiar a inovação e a entrada de empresas portuguesas no mercado saudita, no âmbito de uma parceria estratégica com o Conselho Empresarial Arábia Saudita-Portugal.
Durante muito tempo, foi natural pensar Portugal como um ponto de chegada. Um mercado onde as empresas nasciam, cresciam e procuravam consolidar-se. Esse enquadramento fez sentido num determinado contexto económico e geopolítico, mas, hoje, o mundo empresarial opera com outras lógicas e isso obriga-nos a repensar a forma como posicionamos as nossas empresas.
Portugal tem vindo a consolidar-se como um dos países mais atrativos da Europa para viver e trabalhar. Segurança, qualidade de vida, acesso à União Europeia e estabilidade do sistema político são vantagens que têm sido promovidas com sucesso junto de talento e capital internacionais.
Portugal continua a investir capital político no discurso da inovação, mas revela uma assinalável incapacidade para transformar esse discurso em medidas estruturais e concretas.
O Governo anunciou a refundação do Banco Português de Fomento (BPF). Na verdade, a instituição criada em 2020 para encontrar soluções de financiamento, de garantias e de capital para as empresas já conheceu várias vidas. Daí que o ministro da Economia, Pedro Reis, admita que “a expectativa é elevada. Não há espaço para errar”.
O conceito de felicidade é, como sabemos, difuso e impreciso. A sua definição varia em função das culturas e dos povos, havendo um ponto de vista ocidental e outro oriental. Não há, portanto, uma visão universal e rígida da felicidade. Mas sabemos que está associada a um sentimento de bem-estar, contentamento, equilíbrio e harmonia.
Até ao processo de ajustamento desenhado pela troika, o modelo de desenvolvimento da economia portuguesa assentava na procura interna. Em 2008, o peso das exportações no PIB estava abaixo dos 30% e as empresas exportadoras constituíam apenas 8% do tecido empresarial nacional. Acresce que, nesse mesmo ano, as vendas ao exterior representavam somente 35% dos negócios das empresas.
Houve, nas últimas décadas, um salto significativo na qualificação dos empresários e gestores portugueses, com reflexos muito positivos na produtividade, competitividade e crescimento do nosso tecido empresarial.
Portugal conta já com perto de 5.000 start-ups, que representam um volume de negócios combinado de 2.602 milhões de euros e 1,4% do total das exportações nacionais em 2023.
Quando uma marca se confunde com o produto ou serviço, talvez tenha alcançado a eternidade. É o caso da norte-americana Tupperware, que, apesar de declarada insolvente, vai provavelmente continuar a identificar os recipientes de plástico onde guardamos os alimentos.









