Como nem só de start-ups e investidores se faz o Web Summit, o Link to Leaders convidou quatro responsáveis de organizações com impacto no tecido empresarial nacional, a fazerem a sua análise do evento que este ano cumpre a 3.ª edição no nosso país. Adelino Costa Matos, da ANJE, António Saraiva, da CIP, Nuno Mangas, do IAPMEI, e Jorge Portugal, da COTEC, aceitaram o nosso desafio, sob a forma de três questões. Aqui fica a análise destes profissionais.
Há uma certa banalização do termo empreendedorismo no espaço público, nomeadamente nos meios políticos, que concorre para a descredibilização do conceito.
A colaboração entre as duas entidades vai apoiar start-ups e começa já por levar algumas ao Web Summit. As candidaturas estão a decorrer até ao final deste mês.
Se a intenção da Comissão Europeia vingar, e tudo indica que tal aconteça, as grandes empresas não vão ter acesso aos fundos europeus do Portugal 2030.
Segundo um estudo recente da Pitchbook, divulgado aqui no Link to Leaders, os unicórnios fundados por mulheres representam menos de 10% do número total de start-ups avaliadas acima dos mil milhões de dólares. Dos 239 unicórnios que existem no mundo, apenas 23 tiveram uma mulher na equipa fundadora.
Um dos grandes desafios das empresas portuguesas é entrar no mercado global online, que, segundo dados da AICEP, deverá triplicar de valor até 2021 (de 254,8 mil para 764,4 mil milhões de euros) e envolver mais de 900 milhões de consumidores.
O mundo de hoje é marcado pela vertigem da mudança, em boa medida motivada pela extraordinária evolução tecnológica, cujos efeitos se fazem sentir na generalidade das atividades humanas.
Em 2017, o peso das exportações portuguesas atingiu os 42% do PIB e as vendas ao exterior aumentaram 5 mil milhões de euros. Porém, só cerca de 22 mil empresas exportam e 50% fazem-no para um só país, Espanha ou Angola.
Num recente relatório solicitado pelo Governo, a OCDE defendeu uma estratégia nacional para o conhecimento e a inovação.
O Porto vai receber, no próximo dia 25 de janeiro, uma conferência sobre os desafios causados pela digitalização das empresas. Quadros da Microsoft, Super Bock, Bial e Nors fazem parte do painel de oradores.
A digitalização da economia portuguesa será, certamente, uma das principais tendências de 2018. Há de facto uma maior consciência, por parte das nossas empresas, de que as tecnologias digitais permitem ganhos efetivos de gestão, competitividade e produtividade.









