Alguém me questionava numa conferência, há umas semanas, “como estamos de lideranças em Portugal?”. A resposta daria para um tratado antropológico e sociológico para o qual não teremos tempo nem espaço. Mas posso, pelo menos, escrever uma primeira parte.
Nada é permanente a não ser a própria mudança, já dizia Heráclito de Éfeso (há muito muito tempo, por volta de 500 a.C.). Tudo flui, nada persiste. A não ser, talvez, algumas mentalidades rígidas (“sempre fiz assim”) que ainda se encontram neste belo país “à beira mar plantado” (fica o pensamento crítico).
Todos concordaremos que as cidades, como polos de atracção e inovação social, têm e continuarão a ter um papel importantíssimo no desenvolvimento humano.
Se percebemos que a vida realmente tem um sentido, percebemos também que somos úteis uns aos outros. Ser um ser humano, é trabalhar por algo além de si mesmo. Viktor Fankl
Há pouco mais de 10 anos era lançado o iPhone e o Facebook e o Twitter abriam-se ao mundo. Também há 10 anos era lançado o sistema Android e os custos de sequenciação do nosso ADN começavam a cair drasticamente, fruto da utilização de novas técnicas e plataformas e do aumento do poder da computação.
A economia circular foi o tema da conferência promovida pela Plataforma Portugal Agora, em parceria com a Amb3E. As conclusões apontam alguns caminhos ao mercado.
Nos últimos dias, Portugal foi assolado pela Leslie, a maior tempestade ocorrida nos últimos 200 anos no nosso país e que ao percorrer o Atlântico, criou ansiedade e preocupação na população.
Ao longo de décadas, a dimensão, a estrutura ou a escala funcionaram como barreiras protetoras das grandes empresas. O mercado e os concorrentes eram conhecidos e as mudanças, por lentas, facilmente antecipáveis.
Todos concordarão que as marcas são fundamentais nas sociedades atuais. Pelo seu carácter simbólico, imediatista e sintético, facilitam a identificação, a notoriedade e o envolvimento emocional.
No ensino primário, os meus pais foram chamados à escola para falar com a minha professora. O caso era grave e repetia-se vezes sem conta. Na perspetiva de quem liderava, era preciso fazer alguma coisa, tinham sido ultrapassados os limites.
Numa carta de autor desconhecido, jóia da Antiguidade Cristã, escrita a um certo Diogneto, pagão erudito do império romano, que se indagava sobre a força e o vigor com que um grupo de incógnitos, chamados cristãos, estavam a mudar estruturalmente as raízes do império, deparei-me há uns tempos com a possibilidade incrível de uma perfeita analogia aos tempos modernos e ao contexto do empreendedorismo social da sociedade contemporânea.
No passado mês de março a plataforma Portugal Agora lançou uma Agenda para a Inovação e Empreendedorismo Social.















