Durante as férias, voltei a um livro que provavelmente muitos de nós associamos à infância: *As Aventuras de Tom Sawyer*, de Mark Twain. É curioso como alguns livros mudam quando somos nós que mudamos.
Durante décadas, a carreira foi imaginada como uma escada: entrava-se numa organização, acumulava-se experiência, subia-se gradualmente na hierarquia e, idealmente, construía-se um percurso estável no mesmo setor, muitas vezes na mesma empresa.
Existe uma solidão específica que surge quando uma pessoa começa a mudar internamente antes de o mundo à sua volta perceber. Não é ausência de companhia. Não é isolamento físico.
No meu último artigo escrevi sobre a nova realidade da liderança global, sobre culturas diferentes, fusos horários incompatíveis e formas distintas de pensar, comunicar e decidir. Foi precisamente a refletir sobre essa distância entre contextos que percebi que existe uma outra distância, mais silenciosa, que atravessa toda a minha carreira: a distância entre aquilo que sabemos e aquilo que, nalgum momento, somos obrigados a fazer sem saber.
A Inteligência Artificial já está a mudar as regras do jogo e a questão que se levanta é se as pessoas se vão adaptar a tempo. Este livro de Kelwin Fernandes assume-se como um "guia de combate para líderes e empreendedores".
Investigadores da Universidade de Cambridge descobriram em diversos estudos que a leitura está associada a melhor atenção e memória, menos problemas de saúde mental e estilos de vida mais saudáveis. Aproveite os tempos de descanso e leia.
O mundo assiste a um dos maiores descompassos históricos da governação moderna: enquanto muitos Estados continuam concentrados em debates institucionais herdados do século passado, ancorados estritamente em limites territoriais físicos, o centro de gravidade do poder mundial migrou em definitivo para o código, os semicondutores e os sistemas autónomos.
Quem?... poderá questionar, legitimamente, algum leitor mais distraído. Falamos de Robert Francis Prevost, eleito há pouco mais de um ano Papa, sob o nome de Leão XIV. O anúncio apanhou o mundo de surpresa, poucos imaginando que um pontífice nascido nos EUA pudesse liderar o mundo católico.
O ecossistema brasileiro de start-ups deixou para trás o tom de diagnóstico que marcou o primeiro semestre de 2026 e passou a registar movimentos concretos a partir de julho. Rondas de investimento, aquisições, iniciativas institucionais e até a construção de infraestrutura física mostram um mercado que saiu do papel e começou a operar com mais intensidade.
Thomas Mann precisou de centenas de páginas para narrar, em Os Buddenbrook, a lenta decomposição de uma dinastia mercantil. A sabedoria popular portuguesa resolveu o mesmo problema em seis palavras: “pai rico, filho nobre, neto pobre”. Ambas as narrativas possuem uma elegância fatalista. E ambas são, talvez, convenientes em excesso.
Há poucas experiências tão gratificantes para um líder como identificar, na sua equipa, um talento que ainda ninguém descobriu.
Steve Jobs percebeu, há anos, algo que muitos gestores ainda não perceberam e não querem perceber: contratar pessoas inteligentes para depois lhes dizer exatamente o que fazer é um desperdício monumental.

















