Vivemos na era da informação, onde a vida é em écrans e a imagem oculta a verdade. Inevitavelmente surgiria uma conjuntura exclusivamente determinada pelos níveis de audiência.
A liderança das últimas décadas, na economia como na política, tem-se apresentado como especialmente moralista. As empresas apregoam exigentes códigos de ética, anunciam-se responsáveis e sustentáveis, garantindo múltiplas preocupações beneméritas para lá do lucro.
Crises financeiras são um fenómeno recorrente na economia moderna. Segundo a base de dados do FMI, nos 50 anos de 1970 a 2019, verificaram-se nos países desenvolvidos um total de 77 colapsos e mais 784 (!) no resto do mundo. Apesar dessa frequência, a maioria das pessoas ainda é apanhada desprevenida e grande parte desses episódios constitui surpresa generalizada.
O Nobel da Economia de 2025 foi atribuído à “explicação do crescimento económico impulsionado pela inovação”. O historiador holandês Joel Mokyr recebeu metade do prémio “por ter identificado os pré-requisitos para um crescimento sustentado através do progresso tecnológico”. A outra metade foi entregue ao francês Philippe Aghion e ao canadiano Peter Howitt pelo seu artigo conjunto de 1992 na Econometrica, que formulou a “teoria do crescimento sustentado através da destruição criativa”.
Andamos envolvidos em questões persistentes, repetitivas, recorrentes, que ressurgem e permanecem apesar de todos os esforços de solução. Elas ocupam grande parte do debate público, embora de forma equívoca, pois geralmente resultam, não de problemas de gestão, mas de erros de análise.
A matéria-prima mais decisiva para o sucesso das empresas está em carência crescente. Ouvimos falar dos problemas de acesso aos metais de terras raras, mas algo muito mais indispensável para os negócios tornou-se ainda mais escasso: o respeito.
Toda a gente diz que a ordem internacional acabou. O quadro estabelecido em 1945, e baseado nos três pilares da paz, democracia e capitalismo, terá chegado ao fim.
Será possível o aparecimento de um novo Calígula? Uma publicação dedicada à liderança é o lugar adequado para experiências e especulações instrutivas, como construir o cenário de, no atual mundo democrático, dinâmico e interconectado, surgir um líder narcisista, ignorante e irresponsável com poder global.
Vivemos no tempo de Trump. Adore-se ou deteste-se (e quase todos estão numa destas duas posições), a nossa época é definida pelo magnata americano.
Todas as vezes que a União Europeia tem um problema grave convoca um comité de sábios e pede um relatório. O mais recente, sob a direção de Mario Draghi, foi apresentado a 9 de setembro com o tema decisivo: “O Futuro da Competitividade Europeia”, apresentando soluções para acelerar o crescimento e reduzir a distância para os EUA.
Que tem Donald Trump a ensinar aos líderes de hoje? Ele é político de topo mas, acima de tudo, criou um feito único na história: três anos após a derrota eleitoral, uma revolta falhada e arrastado e condenado em tribunais, é o favorito nas eleições do país mais exigente do mundo. Que podemos aprender com ele?
Todos vamos ter de nos adaptar à era da inteligência artificial. O que isso significa ninguém realmente sabe, porque ainda não vivemos nessa era.
