"O medo inicial de perder o trabalho devido ao ChatGPT já passou. Os utilizadores veem agora o tema como algo que os pode ajudar a ser mais produtivos, mais ágeis e mais rápidos nas tarefas", afirma João Tiago Martins, Data & Analytics & AI Manager na Noesis.
No último artigo abordei o tema da Augmented Intelligence como a abordagem para aumentar a nossa performance e a das nossas organizações. No presente artigo vou aprofundar a primeira parte da questão, ou seja, como nos mantemos inteligentes num mundo cada vez mais inteligente?
O fenómeno GPT e o futuro da humanidade perante os avanços da Inteligência Artificial. A era da Inteligência Artificial é uma realidade cada vez mais presente no quotidiano de todos nós.
A primeira vez que uma máquina digital vence um humano num desafio lógico direto foi em 1997. Nessa data, o supercomputador DeepBlue, da IBM, ganha um jogo de xadrez ao campeão Kasparov. Isso aconteceu após uma primeira partida perdida no ano anterior.
A “febre do ChatGPT” tomou de assalto as nossas conversas e as redes sociais. Os “Data Scientists de bancada” revelaram o seu know-how à pressão e regurgitaram aquilo o que o próprio ChatGPT lhes respondeu. E daí? Daí que ficámos todos um pouco mais desinformados num mundo já em Information Overload – o ponto onde temos mais informação do que aquela que conseguimos processar. Mas não era exatamente este excesso de dados e informação que o ChatGPT vinha resolver?
Um aviso prematuro e celeríssimo: sim, é facto que quem vos escreve é mais uma entre muitas pessoas, provavelmente demasiadas, a escrever sobre o ChatGPT. Se for razão suficiente para lhe causar fastio, terá as minhas completas simpatia e compreensão caso decida parar por aqui. Se não for motivo suficiente para sumir a sua curiosidade, como espero, continue.










