Pela ligação que tenho com o mundo da Educação e com o empreendedorismo, muitas vezes perguntam-me qual é a competência não técnica que considero essencial num líder em geral e num empreendedor em particular.
Numa dessas viagens longas ao Médio Oriente que tenho vindo a fazer nos últimos anos, tive uma escala demorada em Frankfurt que me levou a passar pela livraria do aeroporto. Nas visitas a este tipo de lojas no aeroporto acabo sempre por escolher temas relacionados com Gestão, Medicina ou Psicologia. Raramente me deixo tentar por romances em inglês, prefiro ler este género de livros em português ou em espanhol. Deve ser um bias cultural.
Quando se ouvem com atenção os desejos para o ano que começa, não há quem não mencione a palavra SAÚDE. “Que tenhas um ano com saúde”, “A saúde é o mais importante, sem ela não temos nada”, “Eu só peço saúde”, etc.
Tarde de sábado, cada um no seu quarto a estudar. Bato à porta de um deles e pergunto: Como vais? Precisas de ajuda? Silêncio…
- Mamã porque tenho de estudar isto?
O ser humano habitua-se às coisas boas e deixa de as agradecer. Profissionalmente este comportamento ainda é mais extremo do que no âmbito das relações pessoais.
Sou da opinião de que a expressão WORK-LIFE BALANCE está mal construída, porque WORK faz parte de LIFE. A expressão parte da base que LIFE engloba tudo o que não é tempo dedicado ao trabalho, ou seja, o tempo com a família, com os amigos e o tempo para nós. A expressão sugere que WORK e LIFE são coisas diferentes.
Considero-me uma pessoa com uma produtividade acima da média. Pode soar arrogante, mas não é, porque não é resultado de uma inteligência superior, mas de hábitos criados pela necessidade.
Nesta semana, recebi quatro pedidos de apresentação profissional a terceiros por parte de elementos da minha rede de contactos, e eu própria fiz três pedidos na rede para obter contactos e pedir referências, para verificar o perfil das pessoas que pretendia contactar. Foi uma semana normal a este nível.
Quando uma grande percentagem das pessoas que estão a nossa volta reconhece em nós uma determinada característica ou capacidade, começamos naturalmente a ser conhecidos por isso e vemos relacionado o nosso nome a essa/s característica/s.
Já passaram duas décadas desde que, pouco depois de chegar a Portugal, fui abrir uma conta num banco (que já não existe) e, dias depois, recebi em casa um cartão de crédito onde estava escrito ENG BELÉN DE VICENTE.
O tema do confronto entre a tecnologia e a humanidade é antigo. A dicotomia entre as vantagens da evolução que a tecnologia traz, e o medo do ser humano ser substituído, nas suas funções, por uma máquina tem sido amplamente discutida, tornando-se mais crítica nas áreas onde a presença do fator humano é relevante e, muitas vezes, basilar.
Já Charles Darwin o disse muito claramente: “It’s not the strongest of the species that survive, nor the most intelligent that survives. It is the one that is the most adaptable to change”. Todos nós, empreendedores, sabemos que essa mistura entre resiliência e flexibilidade é essencial para a nossa sobrevivência.








