Quando não há sucessor, a venda pode ser a forma mais responsável de proteger o legado. O fundador fechou a porta da sala antes de falar. Tinha setenta anos, uma empresa que dava lucro, clientes fiéis e uma equipa que o tratava pelo primeiro nome.
Investimentos
Durante décadas, empresas, investidores e decisores públicos habituaram-se a interpretar a economia através da lógica dos ciclos. Expansão, desaceleração, recessão e recuperação sucediam-se com relativa previsibilidade, permitindo estruturar investimento, calibrar risco e antecipar tendências.
A rápida ascensão da inteligência artificial reacendeu o debate sobre uma possível bolha especulativa. Embora haja sinais claros de exuberância — valuations elevados, crescimento de receita sem precedentes e investimentos massivos em infraestrutura —, não acreditamos que o cenário atual represente uma bolha sistémica de IA comparável à era pontocom.
Há momentos na história económica em que a realidade resiste ao entusiasmo, obrigando a uma leitura mais fria dos factos. A inteligência artificial é, hoje, um desses momentos.
"Não queremos um lugar na gestão nem impor estratégias. Chegamos com capital, com uma rede global presente em mais de 50 países e com a convicção de que as empresas crescem melhor quando os fundadores e gestores têm espaço para liderar". A explicação é de Fernando Fraga que recentemente assumiu o cargo de Country Manager da JTA Investment Holding.
Durante os últimos quarenta anos de atividade profissional passei por quatro grandes revoluções tecnológicas com impacto direto nos negócios.
No meu artigo de opinião anterior, escrevi sobre os momentos que ocorrem após cada cheia: quando as águas recuam. E tal como vivi durante essas duas semanas em Alcácer do Sal, não é um momento isolado, mas sim uma série de momentos que misturam preocupação, frustração, perda e trauma com esperança, entusiasmo e espírito.
Muitas empresas familiares não precisam de mais estrutura; precisam da estrutura certa para decidir melhor - antes que a pressão as obrigue.
Sejamos honestos: a menos que sejas uma das raras start-ups que consegue captar a atenção do capital de risco logo na fase seed, a maioria terá de apresentar o projeto diretamente a business angels individuais ou a redes de business angels e apresentar o seu caso pessoalmente.
O Spe Futuri, Investidores rumou a Cabo Verde e falou com Eugénio Moeda, presidente do Conselho de Administração da PRÓ-CAPITAL, e Simone Duarte, cofundadora da Fresk d’Gustinh, sobre o mercado de capital de risco e como é ser empreendedor em Cabo Verde.
Sabemos que ainda subsistem desafios à diversidade de género no ecossistema tecnológico muito devido ao viés (bias) relacionado com o empreendedorismo feminino, ligado à persistência de estereótipos de género quando se procuram, avaliam e se tomam decisões de investimento.
Márcia Pereira, CEO da Bandora, e António Mello Campello, cofundador e sócio da BlueCrow, são os convidados do Spe Futuri, Investidores, onde falam sobre os respetivos percursos, da relação que os liga e do mercado nacional e internacional.











