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Pedro Magalhães

Pedro Magalhães

Pedro Magalhães é CEO da Fenix Capital Partners, boutique independente de investimento e assessoria financeira, especializada em capitalização de empresas, financiamento estruturado e instrumentos públicos e privados. Conta com mais de 20 anos de experiência profissional nas áreas de investimento institucional, instrumentos financeiros e financiamento público. É docente universitário na Escola de Economia, Gestão e Ciência Política da Universidade do Minho, onde leciona nas áreas de ciências atuariais, estatística e métodos quantitativos. Foi também docente na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e no Instituto Politécnico de Bragança. Ao longo do seu percurso, desempenhou funções de direção no Banco Português de Fomento e na Instituição Financeira de Desenvolvimento, tendo estado envolvido na conceção, implementação e monitorização de instrumentos de capital, quase capital e dívida orientados para o investimento empresarial. Exerceu funções de diretor financeiro na Segurança Social e integrou o Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social, com responsabilidades na análise macroeconómica, avaliação de risco e definição de propostas de alocação estratégica e tática de ativos. Foi ainda membro do board da Portugal Ventures Capital Initiative (PVCi), iniciativa promovida pelo Fundo Europeu de Investimento (FEI) para investimento em fundos de capital de risco e de private equity em Portugal.

Quando os números mudam, muda a realidade?

Costuma dizer-se que existem três espécies de mentiras: as mentiras, as mentiras sagradas e as estatísticas. A frase atravessou gerações não porque as estatísticas mintam, mas porque existe uma tentação antiga, e profundamente humana, de lhes atribuir uma autoridade que nunca podem ter por inteiro.

A armadilha da pequena dimensão

Há uma pergunta que se impõe com crescente frequência quando se observa a evolução do tecido empresarial: durante quanto tempo pode uma organização continuar competitiva quando a sua dimensão já não acompanha a sofisticação, a velocidade e a intensidade de capital exigidas pelo mercado?

A economia da incerteza persistente

Durante décadas, empresas, investidores e decisores públicos habituaram-se a interpretar a economia através da lógica dos ciclos. Expansão, desaceleração, recessão e recuperação sucediam-se com relativa previsibilidade, permitindo estruturar investimento, calibrar risco e antecipar tendências.