Saber o que fazer, sem hesitar e conseguindo o resultado que se pretende, geralmente não acontece por acaso. E não se aprende tudo nos bancos da escola. A vida e o que nela vivemos vai-nos ensinando, pouco a pouco, quais as peças que devemos procurar e ajudando a perceber o que com elas devemos fazer.
Partindo de três textos do Cardeal Tolentino Mendonça, gostava de fazer uma reflexão sobre o que condiciona a nossa capacidade de nos sentirmos felizes.
Igualdade de dignidade e de direitos. Igualdade perante a lei. Igualdade (de tratamento)... sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação...estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autónomo ou sujeito a alguma limitação de soberania.
Acabei de superar um desafio brutal. Num grupo em perfeita harmonia, conduzidos, quase sem nos darmos conta, por quem conseguiu transformar 26 desconhecidos numa equipa com causa e propósito comuns.
Isto é a resposta que os habitantes de muitas das cidades deste país ouvem quando querem comprar um bilhete. Não, não é para a ópera, nem para um concerto de rock ou de rapp, nem para o futebol! Porque esses todos têm bilheteiras. É para comprar um bilhete de autocarro!
Não consigo perceber! Não consigo mesmo...Como é possível que alguns seres humanos achem normal não fazer aquilo que se comprometeram a fazer, sem que isso lhes cause nenhum problema?
Dizem todos os livros de gestão que os lugares no topo das organizações são solitários. Porque no fim do dia é a estes que compete decidir o rumo das organizações e fazer o que é necessário para chegar aos objetivos definidos (muitas vezes também por estes...).
Há uns dias, com o meu chapéu de docente na CLSBE, escrevi um texto (muito versão professor...) sobre a necessidade que as marcas têm de ser simples na forma como apresentam as suas propostas a quem querem atrair.
Escrevemos, dizemos, acreditamos. E tentamos viver com a máxima esperança de que, de facto, um dia, vai ficar tudo bem. Mas o esperado e não desejado regresso da força desta pandemia mina de forma dissimulada, mas decidida esta nossa esperança, esta confiança que a todo o custo queremos ter num futuro em que fique tudo bem.
Somos portugueses, sim. E disso temos orgulho! Mesmo quando nos queixamos, mesmo quando falamos da porcaria de País que temos, mesmo quando entre nós dizemos mal sem fim de tudo…
“...Decidirmos por essa geração é assumirmos que sabemos mais do que ela. Não sabemos. Nem vivemos ainda o suficiente para decidir que riscos correr, qual a hierarquia das necessidades quando a certeza da proximidade da morte já faz parte do dia-a-dia...”*
Dos Estados Unidos da América nos anos 30 vem a expressão ”rat race” (corrida de ratos), em analogia às experiências em laboratório, em que ratos correm à exaustão para tentar chegar a um pedaço de queijo que lhes é sempre afastado quando estão a chegar perto… à semelhança do que fazemos na busca de sempre qualquer coisa mais.
