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José Crespo de Carvalho

José Crespo de Carvalho

Licenciado em Engenharia (Instituto Superior Técnico), MBA e PhD em Gestão (ISCTE-IUL), José Crespo de Carvalho tem formação em gestão, complementar, no INSEAD (França), no MIT (USA), na Stanford University (USA), na Cranfield University (UK), na RSM (HOL), na AIF (HOL) e no IE (SP). É professor catedrático do ISCTE-IUL, presidente da Comissão Executiva do ISCTE Executive Education e administrador da NEXPONOR. Foi diretor e administrador da formação de executivos da Nova SBE e professor catedrático da Nova SBE (Operations Management). Também foi administrador da Caixa Geral de Depósitos onde presidiu à Comissão de Risco (2013-2016), bem como administrador de várias empresas nacionais e multinacionais. Trabalhou extensamente como consultor para várias empresas nacionais e internacionais e tem vários livros e papers publicados e vários seminários/conferências realizados.

2024: Novos líderes precisam-se!

Tempos houve, na pandemia, em que muito se disse “nunca desperdices uma boa crise”. E muitos de nós foi o que acabámos precisamente por fazer.

Um grito de morte à liderança: o quiet quitting

Como todos sabem, o quiet quitting não é mais que uma situação, não tão circunstancial quanto isso, em que tu, enquanto colaborador de uma empresa, te desvinculas ou vais desvinculando do teu trabalho, tornando-te cada vez menos comprometido com a organização, o que te faz quase literalmente parar de contribuir de forma efetiva para a mesma e sem formalmente te demitires da mesma.

Gratificação Imediata

Tem-se tornado insaciável a procura pela gratificação imediata sendo que o mundo, e tu (e eu) mesmo, se vão afogando num abismo de superficialidade e vaidade.

Vou-me reformar!

Andou por aí a história da Rita Piçarra e da reforma aos 44 anos. A Rita não se reformou, nem pode, mas a Rita alcançou a sua independência financeira, e isto sim, pode.

O futuro do trabalho beneficia os mais velhos. Venham daí!

A combinação de macrotendências com a adoção de tecnologias pode abrir uma oportunidade única aos mais velhos. Porquê? Porque têm experiência de trabalho, curva de aprendizagem já conhecida sobre processos de mudança, exposição à incerteza e invulgar capacidade de adaptação.

E que mal tem teres uma líder feminina?

Existem várias razões pelas quais pode ser benéfico teres uma líder feminina, independentemente de que sejas enquanto subordinado ou colaborador. Apresento-te alguns dos racionais que te levarão a repensares esse estereótipo de que te sentirias melhor com um líder homem.

O medo do feedback

Não consigo compreender bem esta cultura maluca de feedback constante que se instalou.

Porque é que alguém deve ser liderado por ti?

A questão não é nova. O tema menos ainda. Colocada a pergunta desta forma não se torna de resposta fácil. Goffee e Jones já pegaram nesta questão no ano 2000 numa publicação da Harvard Business Review, sempre atual. E mesmo antes disso já havia muitos tópicos relacionados quer com o tema, quer com a questão.

O Propósito que nos mata

No geral o homo sapiens atual fabricou uma sociedade, à falta de melhor termo, onde se empenha por ter como pináculo o seu propósito. E um propósito permanente. Nada contra. E também nada contra a palavra, mas é preciso acautelar que ela não é mais que uma derivada de meta ou grande objetivo – já muito batidas – ou até de finalidade ou sentido de vida.

5, 10, 20 ou 41.195 quilómetros? Os objetivos “eu” e os objetivos organizacionais

É cada vez mais frequente sentar-me numa mesa de almoço ou jantar e ter à minha volta pessoas que se focam em cumprir objetivos individuais. Pessoais. Percorro todos os dias 5 km a correr. Ando todos os dias 10 km. Todos os dias corro 20 km. Já fiz as maratonas de Tóquio, de Nova Iorque, de Paris, do Dubai, do Rio de Janeiro. Faço 100 piscinas por dia. Percorro 20, 30, 50 quilómetros de bicicleta todos os dias. Temos desde corredores e maratonistas até iron men e women. Temos quem tenha corrido no Alasca ou na Antártida. Temos quem tenha corrido ou feito provas em todo o lado. A maioria delas individuais.

Liderar ou o princípio da banda de jazz?

Há um fenómeno transversal à sociedade e mercado de trabalho hoje e que pode ser perturbador. Continuam a gerir-se pessoas. Continua a falar-se e a praticar-se gestão de recursos humanos. Esqueçam. Primeiro são pessoas. Depois, ou se lideram ou não. As pessoas não querem ser geridas. Querem ser lideradas.