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José Crespo de Carvalho

José Crespo de Carvalho

Licenciado em Engenharia (Instituto Superior Técnico), MBA e PhD em Gestão (ISCTE-IUL), José Crespo de Carvalho tem formação em gestão, complementar, no INSEAD (França), no MIT (USA), na Stanford University (USA), na Cranfield University (UK), na RSM (HOL), na AIF (HOL) e no IE (SP). É professor catedrático do ISCTE-IUL, presidente da Comissão Executiva do ISCTE Executive Education e administrador da NEXPONOR. Foi diretor e administrador da formação de executivos da Nova SBE e professor catedrático da Nova SBE (Operations Management). Também foi administrador da Caixa Geral de Depósitos onde presidiu à Comissão de Risco (2013-2016), bem como administrador de várias empresas nacionais e multinacionais. Trabalhou extensamente como consultor para várias empresas nacionais e internacionais e tem vários livros e papers publicados e vários seminários/conferências realizados.

O Propósito que nos mata

No geral o homo sapiens atual fabricou uma sociedade, à falta de melhor termo, onde se empenha por ter como pináculo o seu propósito. E um propósito permanente. Nada contra. E também nada contra a palavra, mas é preciso acautelar que ela não é mais que uma derivada de meta ou grande objetivo – já muito batidas – ou até de finalidade ou sentido de vida.

5, 10, 20 ou 41.195 quilómetros? Os objetivos “eu” e os objetivos organizacionais

É cada vez mais frequente sentar-me numa mesa de almoço ou jantar e ter à minha volta pessoas que se focam em cumprir objetivos individuais. Pessoais. Percorro todos os dias 5 km a correr. Ando todos os dias 10 km. Todos os dias corro 20 km. Já fiz as maratonas de Tóquio, de Nova Iorque, de Paris, do Dubai, do Rio de Janeiro. Faço 100 piscinas por dia. Percorro 20, 30, 50 quilómetros de bicicleta todos os dias. Temos desde corredores e maratonistas até iron men e women. Temos quem tenha corrido no Alasca ou na Antártida. Temos quem tenha corrido ou feito provas em todo o lado. A maioria delas individuais.

Liderar ou o princípio da banda de jazz?

Há um fenómeno transversal à sociedade e mercado de trabalho hoje e que pode ser perturbador. Continuam a gerir-se pessoas. Continua a falar-se e a praticar-se gestão de recursos humanos. Esqueçam. Primeiro são pessoas. Depois, ou se lideram ou não. As pessoas não querem ser geridas. Querem ser lideradas.

A liderança com Francisco

Sejamos ou não católicos, acreditemos ou não em alguma transcendência, temos de tirar o chapéu a Francisco, Papa. Na sua entrevista, concedida à CNN, vi um homem alegre e entusiasmado e, ao mesmo tempo, ponderado com as respostas.

Recrutem “mais velhos”

Um amigo meu trata-me, desde que nos conhecemos, por “mais velho”. Eu trato-o por “mais novo”. Temos uma diferença de idades que é superior a 20 anos. Nunca nos demos mal por isso. Sempre nos entendemos e inclusive já trabalhámos, há uns anos, juntos. E correu tudo bem no projeto que fizemos. Aliás, era um projeto em África em que o “mais novo” era o responsável pelo “mais velho” e me veio convidar para participar em tal aventura. Cultura africana de valorização de Soba, digo eu. E o “mais novo” não é original de áfrica, apenas africanista.

O consenso é a ausência de liderança

Duas frases emblemáticas com que vou rechear, em pensamento, este meu escrito. A primeira de Martin Luther King, Jr., que afirma que “o líder autêntico, em vez de buscar o consenso, molda-o”. A segunda, de Margaret Thatcher e bastante mais assertiva, assenta na célebre frase “o consenso é a ausência de liderança”.

Os dois medos de ser líder: responsabilidade e solidão

Muito se fala sobre liderança e muita enfase é colocada no que é liderar versus o que é chefiar, nas características de um líder, naquilo que um líder faz ou deve fazer, onde um líder se constrói, seja em termos técnicos seja pessoais, quais os seus role models, que tipo de liderança usa e, concomitantemente, multiplicam-se as frases e as citações sobre liderança.

A família na liderança

Sei o quão importante é o papel do ensino na liderança. Quer em tenra idade quer, posteriormente, aquando da entrada na idade adulta e na identificação com determinados role models e professores que marcam, positiva ou negativamente, os vários estudantes. De resto, escrevi já sobre isto algumas vezes. Ou seja, sobre a correlação entre ensino, e que modelo de ensino, e a forma de trabalhar lideranças.

Que ensino produz melhores líderes?

Quando entrei para a universidade era um número. As aulas eram em anfiteatros a perder de vista. Os professores, saber-lhes o nome, era por vezes uma aventura. Não havia qualquer relação docente-aluno.

Liderar por mediação: O papel do Império do Meio

Mediar o conflito é uma ação de liderança pungente. O fim da guerra e a paz aos ucranianos, todos, que foram violentados nas suas vidas quotidianas é um imperativo global. A República Popular da Ucrânia é um estado soberano desde 1918.

A arte da autenticidade ou como podes chegar a líder

Nada de especial este meu escrito. Transmite de forma simples uma apresentação que tenho feito sobre liderança. Porque os tempos requerem líderes. E sobretudo verdadeiros líderes de pessoas.

Não faças formação que não é preciso. Faz só boa formação.

Recentemente fui a Madrid visitar uma escola de formação digital. A minha grande conclusão sobre este e outros temas é quase sempre a mesma: a necessidade que temos de não falar de digital sem sabermos o que envolve. Há imenso bullshit digital em todo o mercado. Como há muito pouca gente que sabe o que diz com rumo e norte nestas matérias.