Sejamos ou não católicos, acreditemos ou não em alguma transcendência, temos de tirar o chapéu a Francisco, Papa. Na sua entrevista, concedida à CNN, vi um homem alegre e entusiasmado e, ao mesmo tempo, ponderado com as respostas.
Um amigo meu trata-me, desde que nos conhecemos, por “mais velho”. Eu trato-o por “mais novo”. Temos uma diferença de idades que é superior a 20 anos. Nunca nos demos mal por isso. Sempre nos entendemos e inclusive já trabalhámos, há uns anos, juntos. E correu tudo bem no projeto que fizemos. Aliás, era um projeto em África em que o “mais novo” era o responsável pelo “mais velho” e me veio convidar para participar em tal aventura. Cultura africana de valorização de Soba, digo eu. E o “mais novo” não é original de áfrica, apenas africanista.
Duas frases emblemáticas com que vou rechear, em pensamento, este meu escrito. A primeira de Martin Luther King, Jr., que afirma que “o líder autêntico, em vez de buscar o consenso, molda-o”. A segunda, de Margaret Thatcher e bastante mais assertiva, assenta na célebre frase “o consenso é a ausência de liderança”.
Muito se fala sobre liderança e muita enfase é colocada no que é liderar versus o que é chefiar, nas características de um líder, naquilo que um líder faz ou deve fazer, onde um líder se constrói, seja em termos técnicos seja pessoais, quais os seus role models, que tipo de liderança usa e, concomitantemente, multiplicam-se as frases e as citações sobre liderança.
Sei o quão importante é o papel do ensino na liderança. Quer em tenra idade quer, posteriormente, aquando da entrada na idade adulta e na identificação com determinados role models e professores que marcam, positiva ou negativamente, os vários estudantes. De resto, escrevi já sobre isto algumas vezes. Ou seja, sobre a correlação entre ensino, e que modelo de ensino, e a forma de trabalhar lideranças.
Quando entrei para a universidade era um número. As aulas eram em anfiteatros a perder de vista. Os professores, saber-lhes o nome, era por vezes uma aventura. Não havia qualquer relação docente-aluno.
Mediar o conflito é uma ação de liderança pungente. O fim da guerra e a paz aos ucranianos, todos, que foram violentados nas suas vidas quotidianas é um imperativo global. A República Popular da Ucrânia é um estado soberano desde 1918.
Nada de especial este meu escrito. Transmite de forma simples uma apresentação que tenho feito sobre liderança. Porque os tempos requerem líderes. E sobretudo verdadeiros líderes de pessoas.
Recentemente fui a Madrid visitar uma escola de formação digital. A minha grande conclusão sobre este e outros temas é quase sempre a mesma: a necessidade que temos de não falar de digital sem sabermos o que envolve. Há imenso bullshit digital em todo o mercado. Como há muito pouca gente que sabe o que diz com rumo e norte nestas matérias.
Haverá muitas mais razões que apenas sete para se dar mal ao não apostar em formação. Mas sete são críticas e farão diferença face ao futuro que se aproxima.
