Com um impacto fortíssimo na atividade empresarial, a presente crise veio tornar mais visíveis forças e fragilidades da economia global, de cada economia e de cada empresa em particular.
Com a situação no terreno a mudar constantemente, não é possível prever qual será a duração, a intensidade ou o nível de dispersão da epidemia de coronavírus. Consequentemente, também não é possível termos uma estimativa credível do seu impacto económico.
Depois de um ano em que a tónica continuou a ser o abrandamento da economia, na entrada em 2020, as perspetivas, externas e internas, estão longe de ser animadoras.
Na perspetiva de um novo ciclo político que agora se inicia, interessa antecipar os desafios que irão condicionar o futuro de Portugal nos próximos anos.
Os últimos dados económicos da União Europeia estão longe de ser animadores. A Alemanha e o Reino Unido estão em risco de entrar em recessão no terceiro trimestre, a Itália está estagnada e a França continua a crescer muito modestamente.
Um pouco por todo o mundo está patente uma crise de confiança nas instituições. O cinismo e o desconforto com o funcionamento das instituições generalizam-se, e são alimentados por experiências continuadas de corrupção, descredibilização dos partidos políticos e outros défices de desempenho institucional.
Há três meses, neste mesmo espaço, sintetizei as grandes linhas das propostas apresentadas pela CIP para o Orçamento do Estado para 2019. Propostas concretas e construtivas, que, sem pretenderem constituir um caderno reivindicativo do patronato, tinham subjacente uma reorientação dos estímulos orçamentais do consumo para o investimento, da procura para a oferta.
Como nem só de start-ups e investidores se faz o Web Summit, o Link to Leaders convidou quatro responsáveis de organizações com impacto no tecido empresarial nacional, a fazerem a sua análise do evento que este ano cumpre a 3.ª edição no nosso país. Adelino Costa Matos, da ANJE, António Saraiva, da CIP, Nuno Mangas, do IAPMEI, e Jorge Portugal, da COTEC, aceitaram o nosso desafio, sob a forma de três questões. Aqui fica a análise destes profissionais.
A partir de meados do ano passado, a atividade económica em Portugal registou uma clara perda de dinamismo.
A evolução recente da economia portuguesa tem sido marcada pelo forte dinamismo do mercado do trabalho.
A CIP realizou o seu congresso num ambiente de grande afirmação e dinamismo do movimento associativo empresarial, reunindo mais de 700 empresários e centrando as suas reflexões sobre os futuros desafios da economia portuguesa e o modo como poderemos melhor preparar empresas e empresários para os embates que se avizinham.
Para além de ser diretor dos assuntos corporativos, externos e legais da Microsoft, Pedro Duarte acumula agora o cargo de presidente do novo órgão de apoio à economia digital da Confederação Empresarial de Portugal (CIP). Nesta entrevista, abordamos, entre outros temas, as funções deste novo órgão e o papel que a tecnologia vai ter no futuro do trabalho.









