O recurso a influenciadores de marcas tem conhecido um crescimento exponencial. Não por se tratar de uma novidade, uma vez que sempre houve líderes de opinião, fossem de âmbito nacional, regional ou setorial. Em boa verdade, os pais, professores e amigos mais chegados sempre assumiram esse papel na prática.
Antes de uma conferência sobre tendências de marketing para um grupo empresarial, um dos meus interlocutores solicitava-me: “por favor, mencione várias vezes a palavra sustentabilidade porque as pessoas são muito recetivas à ideia”.
Num curto espaço de tempo ouvimos falar de inteligência artificial (IA) e sobretudo do Chat GPT, com uma intensidade e frequência tal, que já nos parece um tema comum e banal.
Quando se pergunta a CEO’s ou CMO’s de qualquer empresa sobre quais são os desafios mais determinantes para a criação de valor, as respostas parecem ter todas um denominador comum: o propósito de obter resultados com maximização do valor entregue ao mercado. Os exemplos mais enunciados são os seguintes: capacidade de diferenciação, desenvolvimento de mercados, modernização da oferta e superação da concorrência.
Sempre que nos debruçamos sobre as ferramentas de marketing e na forma como os clientes interagem com as marcas, é muito comum recorrermos a formatos estruturados e racionais, como se todo o processo de decisão dos clientes estivesse enquadrado num template.
Sabe-se pelas notícias recentes que as Big Tech acabam de despedir, em conjunto, cerca de 30.000 pessoas e prometem continuar esta estratégia em 2023. Com a recente tomada de poder no Twitter, Elon Musk tomou a dianteira neste domínio, seguindo-se-lhes o Facebook e Amazon como os mais expressivos na redução de ativos. Mas o rol continua se mencionarmos a HP, Netflix, Microsoft ou Shopify.
A proliferação da dinâmica digital das empresas e das suas marcas, associada a um crescente envolvimento dos consumidores na relação com as mesmas, tem contribuído significativamente para que muitas plataformas de redes sociais tenham caminhado no sentido de também elas representarem pontos de venda.
No equilíbrio entre a evolução tecnológica e a lógica de consumo, verifica-se um crescente grau de importância do consumidor sobre o poder dos retalhistas. Ora porque têm cada vez mais alternativas locais que são muito competitivas, ora porque acedem a inúmeras soluções online, a par de aplicações que permitem comparativos imediatos.
A Inteligência Artificial trará, num futuro próximo, um contributo extremamente valioso ao crescimento da qualidade de trabalho exercida pelos gestores de marketing e pode contribuir para um significativo crescimento do volume de negócios em muitos mercados, através da criação de sinergias, a diversos níveis.
Um estudo recente junto de consumidores que tomaram contacto virtual com a experimentação de um produto revela que 40% dos mesmos compraram o item online e 29% fizeram-no em loja. São registos demasiado importantes para serem ocultados no que diz respeito à importância do contacto virtual com a realidade aumentada na interação com clientes.
A evolução da inteligência artificial tem permitido que um conjunto de marcas e empresas ajustem novas possibilidades de utilizar estratégias baseadas em dados para fidelizar os seus clientes, de uma forma cada vez mais customizada.
Nem sempre é clara a relação entre a tecnologia e o desempenho profissional. Se, em muitos casos, o ambiente tecnológico dentro da empresa difere de departamento para departamento, por outro lado, a dependência total da tecnologia por parte dos seus profissionais, encerra, em si mesma, limitações que se podem revelar nefastas.
