A razão e a solução para o ódio que sente pelo seu emprego

Acorda sem vontade de ir trabalhar, faz a viagem de casa ao trabalho como se fosse uma peregrinação indesejada e forçada, não tem qualquer tipo de entusiasmo no que desenvolve e, acima de tudo, não se sente valorizado pelos seus superiores.

Estes são apenas alguns dos pontos mais gerais e transversais às pessoas que não se sentem bem com o seu emprego. Surpreendentemente, este sentimento não se restringe apenas aos “soldados rasos” das empresas, mas também aos executivos e diretores.

Quem o diz é Sania Gupta, fundadora e CEO da Digital Kangaroos e que trabalha diretamente com estudantes e trabalhadores jovens que sentem que a sua vida não está a seguir o rumo que pretendem. Como refere num artigo no Entrepreneur, Gupta acredita no potencial de guiar as pessoas a “ouvirem o verdadeiro chamamento dos seus corações”.

Segundo a especialista, este sentimento de insatisfação com o trabalho pode durar décadas. Os efeitos secundários de anos a fio a trabalhar num projeto pouco, ou nada apetecível,  pode culminar em esgotamentos, depressões e ansiedade.

A solução mais óbvia passaria pela ideia romântica de largar tudo e procurar a sua paixão. Infelizmente, apesar disto resultar nos filmes inspiradores que nos fazem querer tomar este tipo de decisões, a vida real é relativamente diferente. No panorama português é preciso trabalhar anos a fio para conseguir chegar a um ponto da carreira onde consegue viver confortavelmente sem grandes preocupações. Deixar isto de lado, abruptamente, para procurar o que realmente o apaixona é uma decisão que – para muitos – pode parecer irracional.

Em vez disto, Gupta explica que a decisão mais prática seria começar a experimentar vários projetos em part-time com o objetivo de perceber o que realmente o apaixona e aferir se as fontes de receitas são suficientes para tornar a sua paixão num trabalho em full-time.

Um bom exemplo é a história de três amigas de uma pequena cidade norte-americana com cerca de 33 mil habitantes no estado de Maryland. Com um investimento de 200 dólares cada, estas amigas foram capazes de concretizar um sonho que já tinham desde o liceu: criar um negócio juntas.

Depois de um brainstorm, chegaram à conclusão que queriam criar um negócio de tartes. Com isto, nasceu a The Ugly Pie (A Tarte Feia). Durante três anos, cada uma delas dedicou dez horas semanais ao projeto até que conseguiram abrir uma loja física e dedicar-se a 100% ao negócio de sonho. Atualmente, a venda das “tartes feias” está a crescer e, só no primeiro trimestre de 2018, geraram 50 mil dólares (≈43 mil euros).

O objetivo é encontrar algo que, tal como a estas três amigas, o faça feliz e que preencha o vazio que o seu atual emprego não é capaz de colmatar.

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