Será que entrámos na era do “protocolo digital”? 

No final do século passado trabalhar na área do protocolo não exigia conhecimentos informáticos. A primeira vez que fui convidada para fazer uma conferência no Instituto Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em 1999, não lembraria a ninguém enviar convites por correio eletrónico.

A captura do Estado

Portugal gosta de se ver como um país institucionalmente estável, europeu, previsível. Mas por baixo dessa superfície existe um padrão persistente: decisões públicas estruturais que demoram décadas, soluções que chegam tarde, caras ou tecnicamente amputadas, e um Estado que, mesmo quando quer mandar, parece pedir licença.