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Rui Grilo

Rui Grilo

Rui Grilo gosta de organizações, mas desconfia da forma como muitas vezes são geridas — e é sobre isso que escreve. Ao longo de trinta anos andou entre o setor público, as telecomunicações e a tecnologia: passou pelo gabinete do Primeiro-Ministro, foi chefe de gabinete do Ministro das Finanças, dirigiu o portal SAPO.pt e, desde 2009, lidera na Microsoft áreas como Educação, Governo, Saúde e Defesa na Europa Ocidental. Doutorado em mudança organizacional (Hertfordshire) e licenciado em gestão (Évora), é coautor de "Terror ao Pequeno-Almoço – A Gestão Que Preferia Não Conhecer”.

O gestor que se automatizou

Prometeram-nos, finalmente, o gestor perfeito. Racional, incansável, imune aos enviesamentos, às simpatias e às emoções que sempre atrapalharam a nobre arte de lidar com pessoas. A inteligência artificial chegou para nos livrar do que havia de mais incómodo na gestão: o humano que a pratica.

Interrupção Temporária da Sensatez

Se Arquimedes pensava que conseguia mover o mundo com uma alavanca, os aprendizes de gestor pensam que o conseguem fazer apenas com objetivos e incentivos. O entusiasmo é tão grande que o único critério para escolher um indicador parece ser a possibilidade de o medir. Quando uma proposta para avaliar o desempenho de médicos de família pelo número de utentes que decide interromper a gravidez só é travada depois de indignação generalizada, chegamos a um ponto em que é preciso parar para pensar.

Parrésia: dizer a verdade ao poder

Será a incompreensível guerra na Ucrânia um sinal de que se está a perder a virtude ética de confrontar o poder com a verdade? Como se instala num governo ou numa empresa uma cultura que elimina a coragem de falar? Será possível evitar essa armadilha? Ou estará o poder tão ciente da verdade que o que lhe interessa realmente é escondê-la?

O triunfo dos Brunos?

Em abril de 2008, o João Vieira da Cunha publicou um artigo** com o título “Terror ao Pequeno-Almoço”. Nessa crónica, o João contava como um diretor de vendas tinha o hábito de tomar o pequeno-almoço todas as quartas-feiras com os oito chefes de equipa do seu departamento.

Lamentamos muito, mas o seu emprego desapareceu

Já ninguém espera trabalhar na mesma organização durante a vida inteira, mas a empresa para a qual se trabalha é um grupo social importante ao qual pertencemos e que define parte da nossa identidade.

A cultura não voa aqui

Os gestores só se lembram da cultura da sua organização em duas ocasiões.

Pessoas que gerem empresas como quem desenha rotundas

Dados divulgados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária revelaram na semana passada que, desde que entrou em vigor, em 2014, o novo Código da Estrada já fez 3.195 “vítimas” nas rotundas.