A medida anunciada pelo ministro da Economia alemão visa ajudar as start-ups a completar as suas rondas de financiamento durante o novo coronavírus e segue os passos dados em França no apoio a estas empresas.

A Alemanha anunciou um fundo de 2 mil milhões de euros para ajudar as start-ups durante a crise do coronavírus, anunciou o ministro das Finanças alemão, Olaf Scholz. O investimento destina-se a ajudar as start-ups a concluírem as suas rondas de financiamento.

“As start-ups também têm programas normais de ajuda disponíveis, mas queremos fazer algo mais por elas”, explicou o ministro da Economia Peter Altmaier, em declarações à Bloomberg.

O executivo alemão considera que as start-ups podem ter mais problemas para obter o apoio necessário do programa geral de medidas anunciadas na semana passada. “Para essas empresas jovens e inovadoras, os instrumentos de crédito clássicos geralmente não são adequados”, disse Peter Altmaier.

“Este programa de 2 mil milhões de euros ajudará as start-ups a sobreviver neste momento difícil”, afirmou. “Queremos expandir o capital de risco para que as rondas de financiamento para as start-ups alemãs ainda possam ser concluídas”, acrescentou.

O exemplo francês e as medidas portuguesas
Com este fundo, a Alemanha segue os passos da França, que na sua tentativa de ajudar as start-ups na semana passada lançou um pacote de medidas para as pequenas empresas no valor de 4 mil milhões de euros, incluindo 80 milhões para financiamento-ponte e mais 2 mil milhões em garantias de empréstimos estaduais. O restante do auxílio consiste em isenções fiscais.

As start-ups alemãs levantaram um investimento recorde de 6,2 mil milhões de euros em rondas de financiamento em 2019, um aumento de mais de um terço em relação ao ano anterior, segundo um relatório da EY.

Também em Portugal foram anunciadas medidas de apoio às start-ups. O presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML) anunciou um conjunto de 15 medidas que visam apoiar famílias e empresas no âmbito da crise provocada pelo COVID 19,  de forma  a permitir o relançamento económico terminada esta fase de crise.

Fernando Medina não deixou fora desta lista o apoio às start-ups. Desta forma, anunciou a criação de uma equipa, promovida pela Câmara e pela Startup Lisboa, que integra especialistas em várias áreas, que irá apoiar as micro, pequenas e médias empresas (Lisboa Empreende), assegurando a informação sobre os apoios existentes, bem como consultoria para mitigar os efeitos da crise e promover a recuperação económica.

Além desta vertente, propõe-se ainda criar um marketplace que junte as necessidades das empresas, instituições e municípios, às competências e ofertas do ecossistema empreendedor de Lisboa.

Aqui ao lado, em Espanha, onde as start-ups levantaram um total de 1.098 milhões de euros no ano passado, ainda não foram anunciadas medidas de ajuda específicas para este grupo.

Comentários