5 estratégias para adotar a IA de forma responsável e centrada nas pessoas
Perante a crescente integração de ferramentas de IA no trabalho, a Sesame HR partilha estratégias para os líderes promoverem uma adoção ética e sustentável.
A crescente adoção da inteligência artificial (IA) no trabalho tem vindo a levantar questões e desafios no que toca à ética, transparência e impacto no trabalho e nas pessoas. Atualmente, segundo dados da KPMG, quase dois terços dos portugueses inquiridos consideram que a regulamentação existente ainda é insuficiente para uma utilização segura da IA, o que deve levar os líderes a pensar em estratégias que promovam uma adoção eficiente, que seja, ao mesmo tempo, ética e segura para as equipas.
“Quando decidimos integrar a IA no trabalho e nos processos, é importante estarmos cientes de que esta não é apenas uma decisão tecnológica, mas uma estratégia com impactos culturais e humanos. Os líderes têm a responsabilidade de garantir que estas ferramentas são utilizadas para potenciar as pessoas, e não para as substituir ou desvalorizar”, explica Tiago Santos, Vice-Presidente de Comunidade e Crescimento da Sesame HR.
Face a esta necessidade, a Sesame HR, plataforma all-in-one de gestão de recursos humanos (RH), partilha cinco estratégias para uma adoção responsável de IA nas organizações.
1. Definir princípios claros para o uso de IA
Antes de implementar qualquer tecnologia, é essencial estabelecer guidelines que garantam a transparência, equidade e privacidade na utilização. As equipas devem compreender como e porque está a IA ser implementada, bem como os seus limites. Esta abordagem clara com os colaboradores ajuda a prevenir riscos e reforça a confiança interna.
2. Investir na literacia em IA das equipas
Uma adoção responsável começa com a aprendizagem. Capacitar os colaboradores para compreenderem o funcionamento, potencial e limitações da IA é essencial para que a utilizem de forma consciente. Promover uma formação contínua das equipas – para que trabalhem da forma mais eficiente possível com a ferramenta – torna-as mais preparadas, críticas e autónomas.
3. Manter o fator humano no centro da decisão
A IA deve ser encarada como uma ferramenta de apoio, e não como substituto da decisão humana. Garantir que existe supervisão humana, especialmente em processos de recrutamento, avaliação ou tomadas de decisão mais estratégicas, é crucial para evitar enviesamentos e assegurar decisões mais justas.
4. Promover uma comunicação interna aberta
A integração destas ferramentas pode gerar alguma incerteza ou resistência nos trabalhadores. Para reduzir receios e aumentar o envolvimento das equipas, os líderes devem comunicar de forma clara o impacto da IA nas suas funções e nos processos da empresa. Uma cultura de abertura permite que todas as dúvidas e preocupações sejam esclarecidas de forma construtiva.
5. Monitorizar continuamente o impacto da IA
A implementação de IA não deve ser um processo estático. É fundamental acompanhar os seus efeitos ao longo do tempo, recolher feedback das equipas e ajustar práticas sempre que necessário. Esta abordagem permite garantir que a tecnologia esteja alinhada com os valores e objetivos da organização.








