Existe uma grande variedade de sites disponíveis e listas de filmes recomendados para pessoas de negócios no geral e para empreendedores no particular. Estas listas costumam ter títulos comuns – O Lobo de Wall Street (exuberante, interessante, no entanto depressivo), A Rede Social (grande elenco e bem protagonizado) e O Sucesso a Qualquer Preço (tenso, atual e é a sobrevivência do mais forte), são apenas alguns exemplos.

Como é óbvio, com filmes, músicas, restaurantes… as opiniões abundam. Mas estes e muitos outros filmes, embora, por vezes, divertidos e talvez de alguma forma instrutivos, muitas vezes falham em ressoar comigo, tanto a nível pessoal quanto profissional, com um senso de autenticidade que achei perspicaz.

A seguinte lista tem os nomes dos filmes que conseguiram alcançar todos os objetivos pessoais:

The Big Short (2015) apresenta um elenco de estrelas, mas com personagens que de alguma forma perpetuam os seus estereótipos de atuação. Relatando o colapso das hipotecas subprime [hipotecas de alto risco]de 2007-2008 que, por sua vez, levou ao colapso económico global, este filme extremamente agradável chega a ser excessivamente técnico para alguns telespetadores, mas é então “resgatado” por uma participação especial de celebridade que instrui humoristicamente sobre alguns pontos mais delicados relacionados com taxas de juros, hipotecas ou serviços bancários.

Mas, além do comportamento frenético e da análise de risco de Michael Burry (Christian Bale), no cerne do filme está um ponto muito importante para qualquer empresário – as decisões financeiras baseadas em modelos técnicos e projeções podem, até mesmo macroeconómicas, ser validadas por observação, evidências anedóticas e raciocínio simples. The Big Short ganha uma barra de ouro.

Às vezes, os filmes são tão difíceis de categorizar em relação ao assunto, título ou elenco que escapam da atenção e aclamação generalizadas.

Flash of Genius (2008) é um desses filmes, estrelado pelo ator altamente capaz, mas não exatamente da Lista A de Hollywood, Greg Kinnear. Combinando elementos de visão empresarial, as nuances da lei de patentes dos EUA funcionam. Equilíbrio entre vida e família e perseverança inabalável, esta é uma história de “Davi contra Golias” que mostra que mesmo quando Davi prevalece, pode haver um alto preço pela vitória. As lições deste filme foram às vezes alegres e comoventes e obriga o empresário a considerar dois temas comuns a muitas das nossas experiências empresariais – quanto controlo deve manter sobre a sua ideia, produto ou esforço para ter sucesso e quais são os preços que está disposto a pagar pessoalmente para provar que está certo?

Pois a história do protagonista Dr. Thomas Kearns é dolorosa e, embora em muitos aspetos Kearns tenha prevalecido, o observador astuto lamentara as ​​muitas invenções e inovações que o brilhante Kearns nunca conseguiu criar devido à sua paixão obsessiva para ser justificada. Flash of Genius ganha uma barra de paládio.

Antes de conceder o prémio Ten Karat Diamond, deixe-me fazer algumas menções honrosas que se enquadram nos meus critérios pessoais de excelência empresarial e relevância pessoal:

  • Startup.com (2001) faz um ótimo trabalho ao retratar os perigos das primeiras start-ups que procuram capital de risco e o preço excessivo, geralmente, pago por fundadores e amizades.
  • The Pursuit of Happyness (2006) leva o espetador a uma jornada comovente de falta de lealdade aos valores, objetivos e prioridades pessoais, mesmo quando o mundo é cruel. Instrutivo quanto ao valor da perseverança, mesmo quando as probabilidades parecem desesperadoras.
  • Man on Wire Man (2008) é um documentário do plano incrivelmente brilhante do francês Philippe Petit, em 1974, de andar numa corda bamba entre o World Trade Center na cidade de Nova Iorque. Criativo, enérgico, inovador, cheio de suspense, brilhante e bem-humorado, este filme é pura alegria.

Finalmente chego ao meu vencedor de Ten Karat Diamond – Moneyball (2011), que apresenta todos os pontos para o empreendedor contemporâneo e demonstra a força criada pelo talento inato de alguém, aliados improváveis, o valor de reduzir dados a aplicações práticas e replicáveis, e de se manter fiel às suas próprias crenças profundas quando sabe que o modelo existente não é apenas ineficiente e falacioso, mas na verdade prejudicial para todos os envolvidos.

Situado no mundo difícil do basebol profissional, a química maravilhosa de Billy Beane (Brad Pitt) e Peter Brand (Jonah Hill) é inspiradora, mesmo quando todos à sua volta não acreditam na sua visão pessoal. Um filme maravilhoso em todos os aspetos, independentemente da familiaridade com o basebol.

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Randy M. Ataíde é um experiente CEO, empreendedor e educador com mais de 40 anos de experiência prática de negócio. Atualmente é investidor e consultor numa grande variedade de empresas norte-americanas e portuguesas, em imobiliário residencial e comercial, hospitality e... Ler Mais