Há uma pergunta incómoda a aparecer nas universidades, nas empresas, nas organizações e no Estado. Não é apenas saber se as novas gerações querem trabalhar. Essa é a formulação fácil. Talvez até injusta. E parece-me que cada vez mais óbvia, simplificando, na resposta.
Sob o lema "o que nos abriga é também o que nos constrói", o livro "108 Vozes pela Habitação" é o mais recente lançamento editorial da Associação INDEG - Projeto ISCTE, um livro que visa elevar o debate sobre a habitação.
Deixámos de ter heróis. Ou, pior ainda, deixámos de os apresentar como tal. As novas gerações crescem rodeadas de estímulos, ecrãs, personagens, influenciadores, ruído e consumo, mas com poucos modelos sólidos de identificação.
A tensão no estreito de Ormuz traz novamente ao mundo uma verdade antiga: basta um estrangulamento na energia para toda a economia tremer.
Consistência é a capacidade de manter direção, critério, comportamento e qualidade ao longo do tempo, mesmo quando tudo muda. E se tudo muda mesmo.
Portugal tem vivido, de forma quase contínua, sob o impacto de cheias e ventos fortes associados à passagem sucessiva de frentes de baixas pressões com nomes sofisticados: Francis, Goretti, Harry, Ingrid, Joseph, Kristin, Leonardo e Marta.
Quando uma empresa pede aos colaboradores para tirarem os sapatos à entrada, pondo chinelos, não está a inovar. Está a sinalizar uma outra realidade: a perda total de foco. E também a perder o juízo.
Portugal discute saúde como quem discute futebol: todos opinam, todos sabem, todos reclamam, todos vêm à televisão e à rádio falar sobre saúde.
Falas de propósito como quem fala de fé. Dizes que queres uma equipa alinhada, inspirada, comprometida. Mas, diz-me: quando foi a última vez que explicaste o porquê de fazeres o que fazes? Ligaste o propósito da empresa/organização ao sentido do trabalho de cada pessoa? Antes disso: sabes o que é o propósito da empresa/organização? Ou será que também tu já transformaste o propósito num slide fluffy que ninguém lê?
Há um momento em que o barulho das reuniões, das ideias, das urgências e das opiniões se cala. E ficas tu, diante das tuas próprias decisões. É o instante em que percebes que, por mais que partilhes, delegues ou oiças, há sempre uma parte da liderança que ninguém pode viver por ti.
O tempo é o de falar muito, escrever muito e ensinar muito sobre o que é liderança: “Quinze passos para liderar”, “As competências críticas da liderança”, “Os oito segredos mais escondidos”. O problema? A vida não é um manual. Na realidade, ninguém quer saber de ti ao ponto de carregar o peso das tuas escolhas, dos teus fracassos ou das tuas ambições. Ponto.
A 2.ª edição do Programa de Aceleração em Gestão, promovido pela GS1 Portugal e pelo ISCTE Executive Education, arranca a 3 de outubro. Pela primeira vez, será possível frequentar as aulas tanto presencialmente como online.







