Durante décadas acreditámos que a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres era um caminho praticamente consolidado. As mulheres conquistaram espaço nas universidades, entraram em setores tradicionalmente masculinos, assumiram cargos de liderança e demonstraram, todos os dias, que competência, mérito e capacidade de decisão não têm género. Mas estaremos, afinal, a assistir ao encerramento das portas que julgávamos definitivamente abertas, estamos a entrar na linha do “Lean out”1?
Cerca de uma em cada quatro mulheres empregadas com responsabilidades familiares alterou a sua vida profissional para conseguir prestar cuidados a filhos, netos ou familiares dependentes. Nos homens, a realidade é outra, revelam dados do INE.
Estudo da Magma Studio revela diferenças nas expectativas salariais dos jovens e mostra que Portugal continua a ser o destino preferencial para iniciar carreira. Google, Microsoft e Deloitte lideram o ranking das empresas mais atrativas para estudantes universitários e recém-diplomados.
Trabalhar em Lisboa pode significar mais 525 euros por mês do que no interior, o equivalente a quase mais três salários por ano, segundo a mais mais recente análise da Randstad Research.
Entramos num novo ano com a mesma ilusão confortável: a de que o tempo, por si só, resolve injustiças. As desigualdades de género continuam entranhadas nos Sistemas, nas Instituições e nas escolhas Políticas, em Portugal e no mundo.
Apesar dos avanços conquistados, as disparidades entre homens e mulheres no mercado de trabalho continuam a ser uma realidade incontornável. Séculos de desigualdade perpetuaram uma tendência difícil de inverter e os números comprovam que a equidade ainda está longe de ser atingida.
A conclusão é de um estudo realizado no final do passado a cerca de 500 homens e mulheres até aos 45 anos que trabalham na área da saúde.
81% dos colaboradores acreditam que os CEO devem ser pessoalmente visíveis ao discutir políticas públicas e 60% gostariam que as empresas desempenhassem um papel mais ativo em temas como as mudanças climáticas, a desigualdade económica, a requalificação da força de trabalho e a injustiça racial, conclui estudo global.
Rebecca Henderson, professora da Harvard Business School, explica por que razão a pandemia pode incentivar as empresas a mudarem o seu propósito.












