Localizados na Europa de Leste, os países Bálticos aparentam estar fora do radar dos empreendedores internacionais. Contudo, estes três países -Estónia, Letónia e Lituânia – com um total de seis milhões de habitantes, apresentam alguns benefícios para quem queira expandir ou começar um negócio.

Esta tríade é especialmente conhecida pelos seus projetos na área fintech, sendo o unicórnio TransferWise o mais conhecido de todos. Jevgenijs Kazanins, CEO da Twino – um marketplace de empréstimos -, explicou num artigo no Crowdfund Insider que as razões para isto acontecer prendem-se com a inexistência de sistemas legados (sistemas computacionais antigos) nos bancos, com o apoio do governo às start-ups deste género, com a falta de oferta no mercado interno e com a mentalidade internacional que os jovens empreendedores têm.

Outro exemplo do sucesso, mas na área da mobilidade, é a Taxify. No final de maio, a intitulada Uber europeia levantou uma ronda de investimento que também a levou a atingir o estatuto digno de start-ups com uma avaliação superior a mil milhões de dólares (≈860 milhões de euros). Atualmente, a Taxify já abrange mais de 10 milhões de clientes.

Modestas Mankus, fundador da Our Culture Mag, apresentou – na publicação Entrepreneur – algumas razões para os países Bálticos serem um destino a equacionar pelos empreendedores.

Um dos aspetos mais importantes que joga a seu favor é o facto de grande parte das start-ups internacionais não terem lá os seus serviços disponíveis – o que cria uma oportunidade de replicar, desenvolver e testar os seus modelos de negócio.

Para explicar melhor os benefícios que os países Bálticos apresentam, o colaborador do Entrepreneur dissecou cada um deles e as respetivas vantagens:

Lituânia: Começando a Sul, com um país que conta apenas com três milhões de habitantes, Mankus afirma que a Lituânia é um hub business-friendly. Isto acontece devido à facilidade com que se levanta capital junto de investidores e à predisposição que estes têm para ajudar a desenvolver um negócio.

Segundo o fundador da Our Culture Mag, esta tendência ocorre pela necessidade de beneficiar o país com a criação de empregos e pelo crescimento da economia.

Impostos: Corporativos (15%); Rendimento pessoal (15%)

Letónia: No meio da Lituânia e da Estónia, encontra-se um país com cerca de 1.9 milhões de habitantes. Tal como a Lituânia, este território é business-friendly. Para além disto, Mankus refere que Riga – a capital – apresenta ótimas infraestruturas que facilitam a interação entre os executivos do mundo dos negócios.

O World Economic Forum também categoriza a Letónia como sendo o terceiro país onde a atividade empreendedora começa mais cedo. Este aspeto pode ser importante na procura de talento e de potenciais empreendedores que se queiram juntar para levar a cabo um novo negócio.

Impostos: Corporativas (20%); Rendimento pessoal (23%)

Estónia: Apesar de ser o país com menos população desta tríade, apresenta grandes casos de empresas de sucesso, como o Skype e a TransferWise. Tendo consciência do seu tamanho, o governo local opta por ajudar os negócios digitais a crescer e a atrair empreendedores estrangeiros.

Para além disto, a Estónia foi o primeiro país a adotar a blockchain e, de acordo com o World Bank, é o 12.º país onde é mais fácil levar a cabo um negócio.

No que diz respeito aos impostos corporativos, esta nação opta por aplicar taxas apenas às empresas que distribuírem os lucros pelos seus acionistas. O que significa que se as organizações preferirem reinvestir ou reter o dinheiro não lhes é cobrado nada. Caso façam a distribuição pelos shareholders, as taxas variam entre os 14% e os 20%.

Impostos: Corporativos (0% ou entre 14% e 20%); Rendimento pessoal (20%).

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